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Vendas do Dia das Mães devem crescer 16% e movimentar R$ 132 milhões no ABC

Vendas do Dia das Mães devem crescer  16% e movimentar R$ 132 milhões no ABC
Dia das Mães é a segunda data mais importante do varejo, atrás apenas do Natal. Foto: Thales Stadler/Folhapress

As vendas no comércio do ABC relativas ao Dia das Mães devem voltar ao “azul” em 2018 após dois anos consecutivos de queda. A data vai movimentar R$ 132 milhões no varejo dos sete municípios, segundo Pesquisa de Intenção de Compras (PIC) divulgada ontem (3) pela Universidade Me­todista de São Paulo.

O montante representa crescimento real (descontada a inflação) de 16% em relação ao projetado no ano passado (R$ 111 milhões).
Comemorado no segundo domingo de maio, o Dia das Mães é a data mais importante do varejo brasi­leiro no primeiro semestre e, no ano todo, só perde para o Natal.

Para o economista Sandro Maskio, coordenador da pesquisa, a projeção de crescimento na casa de dois dígitos – enquanto outros levantamentos para o país preveem alta mais modesta – pode ser explicada pelo fato de a região ter sido mais atingido pela crise econômica, o que pode ter represado o consumo.

“A economia do ABC sofreu muito nos últimos anos, com forte impacto no mercado de trabalho, especialmente na indústria, que se estendeu para outras atividades. O que ocorre hoje na região é que o nível de emprego parou de cair e alguns setores até contrataram. Isso deixa as pessoas mais confiantes e mais dispostas ao consumo”, afirmou Maskio.

Ainda segundo a pesquisa, os consumidores pretendem desembolsar, em mé­dia, R$ 191 por presente. Se considerada a inflação oficial de 2,95% nos últimos 12 meses, o aumento é de 45% sobre os R$ 128 gastos por lembrança no ano passado.

Os gastos planejados pa­ra a data, por sua vez, tiveram aumento de 40% na mesma comparação, para R$ 260.

Apesar da alta na previsão de gastos, a pesquisa revela que menos pessoas serão presenteadas neste Dia das Mães. Em 2018, a média é de 1,3 pessoa por entrevistado; no ano passado, era de 1,5.

“Esse dado sinaliza que, apesar de a disposição para o consumo ter melhorado, ainda há espaço para recuperação nos próximos anos”, comentou o economista.

Como era de se esperar, as mães lideram o público a ser presenteado (56,5%), seguidas de esposas (11,7%), sogras (10,8%) e avós (9%).

Quase um terço das mães serão presenteadas com itens de vestuário. A lista segue com perfumes e cosméticos (19,1%), flores (9,1%), joias/bijuterias (8%) e cestas de ca­fé da manhã (5,6%).

O cartão de débito será o meio de pagamento usado por 35% dos entrevistados, enquanto o cartão de crédito será o escolhido por 32,5%.

No ano passado, no entanto, o cartão de crédito liderava a preferência, com 39,6%.

Maskio explicou que os con­sumidores estão mais preocupados em não comprometer o orçamento com compras parceladas e, por isso, têm optado por presentes pagos à vista.

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