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Sem mostrar propostas, Rogério Caboclo será aclamado hoje presidente da CBF

Sem mostrar propostas, Rogério Caboclo será aclamado hoje presidente da CBF
Caboclo tem a maioria do eleitorado a seu favor. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Rogério Caboclo é desconhecido do torcedor, não foi presidente de clube ou federação e nunca apresentou publicamente seus projetos para comandar o futebol brasileiro. Ao registrar sua chapa, também não teve o apoio dos dois times mais populares do país (Flamengo e Corinthians) e das principais federações do Brasil (Rio e São Paulo).

Mesmo assim, o cartola paulista de 45 anos será eleito hoje (17) presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para comandar a entidade até 2022.

Para conseguir o apoio de 25 das 27 federações e da maioria dos clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, Caboclo se apresenta como herdeiro político de Marco Polo Del Nero, presidente afastado da entidade.

Del Nero é acusado pelo FBI de receber propina na venda de direitos de torneios e deve ser banido do futebol pela Fifa até o final deste mês.
Apesar dos problemas no exterior, o dirigente afastado permanece com o prestígio intacto com os presidentes de federações estaduais.

Nos raros encontros com jornalistas, o futuro presidente também elogiava seu mentor.

Atual diretor-executivo de gestão da entidade, Caboclo fez campanha nos bastidores nos últimos meses, sem se expor.

Até ser escolhido por Del Nero, Caboclo era criticado pela maioria dos cartolas, que o acusavam de ser duro nas negociações para liberar verbas. Com o aval de seu tutor, foi apoiado pela maioria.

“Marco Polo fez verdadeira revolução de gestão na CBF. Por isso, acho justo o Caboclo dar continuidade a esse trabalho”, disse o presidente da Federação Tocantinense de Futebol (FTF), Leomar Quintanilha, um dos 25 que apoiam o candidato único à presidência.

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