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Indústria abre mil vagas no ABC e tem melhor 1º trimestre em sete anos

Em linha com a recuperação da economia, o parque fabril do ABC criou mil postos de trabalho no primeiro trimestre, com aumento de 0,56% no nível de ocupação, revela pesquisa divulgada, ontem (16), pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Trata-se do primeiro saldo positivo (contratações superiores às demissões) para o período desde as 400 vagas geradas no setor de janeiro a março de 2013 e, em termos porcentuais, o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2011, quando o emprego fabril avançou 1,11%.

Em março, segundo a pesquisa, foram gerados 250 postos de trabalho na região, terceiro sal­do mensal positivo conse­cutivo. Uma sequência assim não se via desde 2011.

Apesar de positivo, o resultado marca ainda o começo da trajetória que o par­que fabril dos sete municípios terá de trilhar para recuperar os quase 90 mil empregos extintos entre 2012 e 2017.

Indústria abre mil vagas no ABC e tem melhor 1º trimestre em sete anos

No Estado de São Paulo, o setor criou 23 mil vagas no primeiro trimestre, melhor resultado para o período desde 2013 (34,5 mil).

“Continuamos com a recuperação do emprego. É lenta, com crescimento não tão forte como gostaríamos, por alguns problemas de rota. Agora, nossa preocupação é que esse crescimento passe a ter ritmo mais acelerado, para compensar a queda habitual do segundo semestre de cada ano”, disse em nota José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Fiesp.

O destaque foi o setor de veículos e autopeças, principal empregador fabril do ABC, que teve alta de 1,2% no nível de emprego no primeiro trimestre. O resultado se deve ao aumento da produção provocado, sobretudo, por exportações re­cordes de veículos e, em menor grau, pela retomada das vendas no mercado interno.

Dos 20 subsetores industriais acompanhados pela pesquisa no ABC, 12 registraram alta no nível de emprego no primeiro trimestre.

É o caso, por exemplo, do subsetor de celulose, papel e produtos de papel, que teve alta de 2,1% no estoque de trabalhadores no período.

A Mazurky, de São Bernardo, fabrica embalagens de papelão ondulado, considerado “termômetro” da atividade econômica. A empresa regis­trou crescimento de 17% no faturamento no primeiro trimestre, motivado pelo setor automotivo, para o qual a empresa passou a vender depois de recente expansão da fábrica, o que permitiu a ampliação da carteira de clientes.

Desde o início do ano, a Mazurky tem ampliado seu quadro de pessoal. “O cenário é muito animador”, resumiu o diretor Eduardo Mazurkyewistz.

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