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Trump anuncia ação contra a Síria em retaliação a suposto ataque químico

Trump anuncia ação contra a Síria em  retaliação a suposto ataque químico
Trump acusa o ditador sírio de usar armas químicas em Douma, no último dia 7. Foto: Reprodução

Os Estados Unidos, juntamente com Reino Unido e França, bombardearam na madrugada de hoje (14) bases aéreas da Síria em retaliação ao suposto ataque químico ocorrido em uma área rebelde situada da periferia de Damasco.

A Casa Branca diz que o ataque em questão foi uma ordem do ditador sírio Bashar al-Assad, a quem acusa de usar as armas químicas em Douma no dia 7. Na oportunidade, 40 pessoas teriam sido mortas – o regime nega, assim como a Rússia, seu principal aliado.

Uma série de explosões foi ouvida em Damasco, mas não há informações da magnitude dos danos. A agência estatal síria Sana informou que o regime responde ao ataque aéreo com disparos de seus sistemas antiaéreos.

Em pronunciamento, o presidente Donald Trump afirmou que o bombardeio liderado por Washington foi destinado a destruir um quinto da Força Aérea síria.

“Há poucos instantes, dei ordem para que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacassem alvos sírios associados às capacidades de uso de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse.
Trump disse que os Estados Unidos estão preparados para sustentar a pressão contra o ditador sírio até cessar o que chama de padrão criminoso de matar sua própria população com armas químicas proibidas em todo o mundo.

“Estas não são as ações de um homem. São crimes de um monstro”, disse Trump, antes de criticar Rússia e Irã. “Pergunto: que tipo de nação quer ser associada com o assassinato em massa de homens, mulheres e crianças inocentes?”

Soldados

Na semana passada, Trump havia anunciado que os EUA planejavam trazer seus 2 mil soldados em ação no combate de volta para casa em breve. A tropa auxiliava os combatentes curdos no combate à facção terrorista Estado Islâmico.

Na sequência do pronunciamento na Casa Branca, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que o ataque não é uma intervenção para derrubar Assad, mas para limitar sua capacidade de usar armas químicas.

“Fiz isso porque considero que esta ação ocorre no interesse nacional britânico. Não podemos permitir que o uso de armas químicas se torne normal – na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer lugar do mundo.”

A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos divulgou comunicado após o ataque conjunto lançado em que o embaixador Anatoly Antonov afirma que “tais ações não serão deixadas sem consequências”. (Folhapress)

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