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Prefeitura de Curitiba pede transferência do ex-presidente Lula ‘para local seguro’

Prefeitura de Curitiba pede transferência do ex-presidente Lula ‘para local seguro’
Gleisi Hoffman, que visitou acampamento em Curitiba, reuniu ministros para definir estratégias; Foto: Ricardo Stuckert

A Prefeitura de Curitiba (PR) pediu nesta sexta-feira (13) à Justiça Federal que o ex-presidente Lula seja transferido de unidade prisional, “para local seguro e adequado às circunstâncias do caso”. Lula está preso na Polícia Federal desde sábado (7), onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão. Apoiadores do ex-presidente montaram acampamento em frente ao local.

A Justiça já havia expedido uma liminar para transferir os manifestantes da região, que é principalmente residencial. A prefeitura indicou o parque do Atuba para a realização das manifestações. Ainda assim, a militância se manteve em frente à PF. “O município de Curitiba já exauriu as providências administrativas e judiciais para o cumprimento da ordem judicial, mas não tem atribuição legal para o seu cumprimento, dependendo da Polícia Militar para tanto”, diz o pedido.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná afirma que mantém contato permanente com os manifestantes e que o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná monitora as manifestações. A governadora Cida Borghetti (PP) reuniu-se com membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) nesta quinta (12).

Novo recurso

A defesa do ex-presidente apresentou nesta sexta-feira novo recurso contra sua prisão. No sábado (7), o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, negou pedido da defesa. Agora, os advogados do petista apresentaram outro.

A defesa entende que o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) antecipou a prisão de Lula por ter determinado a detenção antes que fosse publicado o resultado do julgamento de um recurso e antes do prazo final para recorrer novamente. Assim, ainda seria possível apresentar novos recursos e, por isso, a prisão de Lula ainda não poderia ocorrer.

Além disso, os advogados afirmam que a prisão foi determinada sem fundamentação específica e que a execução provisória da pena não é automática.A defesa pede que Fachin expeça alvará de soltura e liberte o ex-presidente.

Comando paralelo

A senadora Gleisi Hof­fmann (PR), reuniu nesta sexta-feira outros seis ex-ministros para definição de estratégia do partido. O objetivo é dar maior densidade à cúpula da legenda, composta por integrantes da chamada máquina partidária. Muitos dirigentes que integram a executiva do PT não estavam na reunião, ocorrida na sede do partido.
Segundo petistas, a criação desse conselho informal foi proposta pelo deputado federal Paulo Teixeira (SP) e acolhida por Gleisi. Um dos participantes da reunião afirmou que há um sentimento de orfandade após prisão de Lula. (Folhapress)

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