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Deputado do PT defende fechar o Supremo

Um dos principais interlocutores do PT junto ao Judiciário, o deputado federal Wadih Damous (RJ) disse nesta sexta-feira (13) que é preciso “fechar o Supremo Tribunal Federal”.

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Damous gravou um vídeo em que diz que é necessário “enquadrar essa turma”, em referência aos ministros do STF.

“Temos que redesenhar o Poder Judiciário e o papel do Supremo Tribunal Federal. Tem que fechar o Supremo Tribunal Federal. Temos que criar uma corte constitucional de guarda exclusiva da Constituição, com seus membros detentores de mandato.”

Na gravação,  concentra as críticas em Luís Roberto Barroso, ministro nomeado no governo de Dilma Rousseff e que deu o mais contundente voto a favor da prisão de condenados em segunda instância no julgamento que negou um habeas corpus ao ex-presidente Lula, semana passada.

Barroso também deu declaração nesta semana afirmando que o país está conseguindo “separar o joio do trigo”, mas que “o problema é a quantidade de gente que ainda prefere o joio”.

Entre outras coisas, Damous chamou o magistrado de “mal para a democracia” e capaz de produzir “idiotices”. “Não foi para isso que essa turma foi colocada lá”, disse. E continuou: “Ou nós enquadramos essa turma ou essa turma vai enterrar de vez a democracia.”

Procurado, o deputado afirmou que a declaração está sendo tratada de maneira leviana. Disse discordar das críticas de que a fala teria tom autoritário ao pedir o fechamento do Supremo. “Eu repudio totalmente, até porque a minhas trajetória não condiz com o autoritarismo”, disse à reportagem.

“[A criação da corte constitucional] É objeto de PEC na Câmara, e é uma discussão permanente do meio jurídico acadêmico, não estou vendo por que esse cavalo de batalha”, disse.

A declaração foi dada na semana seguinte à prisão de Lula, que ocorreu no último sábado (7). Procurado, Barroso informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não fez referência depreciativa ao ex-presidente Lula. A ministra Cármen Lúcia não se pronunciou.

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