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Número de casamentos cai 7,4% no ABC

O número de casamentos legais no ABC registrou queda em 2016, na comparação com 2015. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), foram 18.906 uniões civis em 2016, contra 20.436 em 2015, recuo de 7,4%. Os dados gerais do Estado de São Paulo também indicam números menores de união, com 296.546 casamentos em 2016, 8.845 a menos DO que o registrado no ano anterior (305.391), com queda de quase 3%.

Entre as cidades do ABC, a única que apresentou aumento no período comparado foi Rio Grande da Serra, que registrou alta de 4,68% no número de uniões civis. São Caetano teve a maior queda, com 13,08% casamentos a menos em 2016 do que em 2015. Seguida por Mauá (-12,03%), Diadema (-9,01%), Ribeirão Pires (-7,94%), Santo André (-6,51%) e São Bernardo (-4,59%). Veja todos os dados na tabela.

Do total de casamentos civis registrados no Estado, 2.094 eram de pessoas do mesmo sexo. Esse tipo de união adquiriu status jurídico semelhante ao da união entre homem e mulher em 2011, por decisão do Supremo Tribunal Federal e, em 2013, por regulamentação do Conselho Nacional de Justiça, quando ficou estabelecido que todos os cartórios do país passariam a fazer o registro das uniões homoafetivas regularmente.

Em relação a 2013, quando foi mensurado pela primeira vez, o casamento entre pessoas de mesmo sexo apresentou crescimento de 6,5%, sobressaindo a ocorrência entre mulheres, que passou de 1.052 para 1.202, com incremento de 14%. Já as uniões entre homens reduziram 2,4%, ao passar de 914 para 892. Em termos relativos, esse tipo de união manteve o mesmo porcentual de anos anteriores, respondendo por 0,7% do total dos casamentos realizados no Estado.

Número de casamentos cai 7,4% no ABC

Idade média

A idade média ao casar tem aumentado sistematicamente desde o início dos anos 2000 e, em 2016, alcançou 33,9 anos para o sexo masculino e 31,3 anos, para o feminino. Esse comportamento pode estar ligado ao maior tempo dedicado aos estudos, a busca pela inserção no mercado de trabalho e a estabilidade financeira.

O casamento de homens com mulheres mais jovens, mesmo sendo a ocorrência mais frequente, tem perdido espaço nos últimos anos para as uniões de homens mais novos que suas mulheres. No início dos anos 1990 o porcentual girava em torno de 21% dos eventos, enquanto em 2016 atingiu patamar de 26,0%. Nesse caso, a diferença entre as idades dos cônjuges apresentou-se ligeiramente mais elevada do que a média do total de casamentos, situando-se próxima a cinco anos: 35,8 anos para as mulheres e 31,2 para os homens.

Em 2016 mais da metade dos casamentos (55%) foram realizados nos meses do último semestre do ano, sendo dezembro (11,6%) o mais procurado, seguido por novembro (10,3%) e outubro (9,8%). Os meses mais evitados foram janeiro (7,3%), fevereiro (6,25), março e agosto (ambos com 7%). Quanto ao dia da semana, sábado foi indubitavelmente o preferido, com praticamente metade das uniões realizadas. Entre as uniões homoafetivas do sexo masculino, esse porcentual chegou a 54%. Domingo foi o dia de menor incidência, não alcançando 1% das uniões.

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