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Maninho e filho são indiciados por lesão corporal dolosa

Maninho e filho são indiciados por lesão corporal dolosa
Maninho prestou depoimento ontem; defesa afirmou que acusados lamentam a fatalidade. Foto: Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

O ex-vereador de Diadema e ex-candidato a prefeito da cidade em 2016 Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, foram indiciados por lesão corporal dolosa contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, na última quinta-feira (5), em frente ao Instituto Lula, em São Paulo.

Bettoni interrompeu uma entrevista do líder do PT no Senado, Lindenbergh Farias, fazendo ofensas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve nessa mesma data a sua prisão decretada.

Maninho e o filho agrediram com empurrões e socos o empresário, que caiu e bateu a cabeça em um caminhão que passava na rua. O homem foi socorrido para o Hospital São Camilo. O caso está sendo investigado pela 17º Distrito Policial (DP), no Ipiranga.

Segundo nota enviada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), “a Polícia Civil informa que a equipe do 17º DP (Ipiranga) identificou os dois suspeitos de terem agredido um homem, 56 anos, no dia 5 de abril, no Ipiranga. Ambos prestaram depoimento na tarde desta segunda-feira (9) e foram indiciados por lesão corporal dolosa. As investigações prosseguem”.

Também por meio de nota, o Hospital São Camilo informou que “o paciente permanece em observação na UTI (unidade de terapia intensiva) com monitorização neurológica intensiva. Encontra-se estável e sem previsão alta”. As imagens da agressão, fotos e vídeos foram amplamente compartilhadas pelas redes sociais e por aplicativos de troca de mensagens desde a semana passada.

A advogada de Maninho, Patrícia Cavalcanti, negou que o indiciamento seja por crime doloso, ou seja, quando há intenção. “Inicialmente foi feito indiciamento de lesão corporal, sem a qualificação leve, média ou grave. Esta só será qualificada quando houver o laudo médico e será feita pelo Ministério Público, ou seja, não há que se falar se é culposa ou dolosa, somente depois do exame é que será feita a agravante”, afirmou.

“O Maninho e o Leandro lamentam a fatalidade. A intenção foi fazer com que o grupo que estava proferindo xingamentos e ofensas se afastasse do Instituto Lula”, completou a defensora.

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