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Projeto prevê inclusão de símbolo de autismo em placas de atendimento preferencial em Mauá

Projeto prevê inclusão de símbolo de autismo em placas de atendimento preferencial
Rubinelli: “Brasil tem 25% da população com alguma deficiência. Muitas dessas pessoas estão dentro de casa, porque a sociedade, na maioria das vezes, não está pronta para atender às suas necessidades”. Foto: Arquivo

A Câmara de Mauá vota hoje (13), em primeira votação, projeto de autoria do vereador Fernando Rubinelli (PDT) que determina que os estabelecimentos públicos e privados incluam, nas placas informativas sobre atendimento preferencial, o símbolo que representa o espectro autista, um laço colorido formado por quebra-cabeças. Desde o final do ano passado várias cidades têm aprovado leis semelhantes, como Gravataí (RS), Palmas (TO), Rio Branco (AC), entre outras.

O símbolo que identifica o espectro autista é um laço colorido, formado por peças de quebra-cabeça. Atualmente, os outros símbolos representam pessoas deficientes, idosos, grávidas e pessoas com crianças de colo. Enquadram-se na lei estabelecimentos como bancos, farmácias, supermercados, repartições públicas, bares e comércio em geral.

O parlamentar explicou que a apresentação da lei foi motivada pela visita de uma munícipe ao seu gabinete, que relatou as dificuldades enfrentadas com um filho autista. “O Brasil tem 25% da população com alguma deficiência. Muitas dessas pessoas estão dentro de casa, porque a sociedade, na maioria das vezes, não está pronta para atender às suas necessidades”, relatou.

“Andando pela cidade, também, a gente vê que os estabelecimentos não atendem os desiguais na necessidade das suas desigualdades. Tenho tentado encontrar medidas de inclusão dentro da competência legislativa”, completou o parlamentar.

A diretora-executiva da APAE (Associação dos Pais e Amigos do Excepcional) de Mauá, Joana Pereira Alves, declarou que iniciativas como essa são de suma importância. “É preciso que a sociedade se atente às demandas das pessoas com necessidades especiais. No caso específico dos autistas, muitas vezes não têm paciência para ficar muito tempo no mesmo lugar e esse tipo de medida pode melhorar essa situação”, exemplificou.

“O problema de vagas para as pessoas com necessidades especiais, de atendimento prioritário, é uma demanda muito antiga. A sociedade precisa tratar com igualdade mesmo os que são desiguais e dar acesso para todas as pessoas”, completou a diretora.

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