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Justiça determina que Metodista recontrate professores demitidos

A juíza Valéria Pedroso de Moraes, da 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo, sentenciou na tarde da última sexta-feira (9) a Universidade Metodista de São Paulo a reintegrar, imediatamente, os mais de 80 professores demitidos pela instituição em dezembro do ano passado. Como se trata de decisão de primeira instância, ainda cabe recurso.

A decisão foi comemorada pelo Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), que ajuizou ação civil pública contra as demissões, após ouvir da reitoria da universidade que as demissões seriam mantidas. Em janeiro, a mesma juíza havia decidido pela suspensão das dispensas, mas não houve conciliação entre sindicato e instituição.

No parecer, a juíza reconhece a “nulidade da dispen­sa coletiva efetuada pela ré, determinando a reintegração dos empregados dispensados (…) no prazo de 15 dias” a partir da publicação.

Também determina o pa­gamento dos salários dos demitidos “desde a dispensa até a efetiva reintegração, com reflexos em férias acrescidas do terço constitucional, 13º salário e FGTS”.

Na época das demissões, a Metodista alegou que os desligamentos seriam reflexo de cortes no orçamento. “O ambiente econômico brasileiro, ainda desfavorável, tem imposto às instituições de ensino superior algumas restrições orçamentárias. Por isso, adequações são necessárias e inadiáveis”, argumentou a instituição, em no­ta divulgada à época

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