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Sem consenso, governo de Diadema adia projeto de empréstimo para hospital

Governo adia projeto de empréstimo para hospital de Diadema
Prefeito interino, Márcio da Farmácia: “estamos dispostos a adiar o projeto”. Foto: Arquivo

O Executivo de Diadema não teve êxito na segunda tentativa de aprovar a operação de crédito com a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 125,8 milhões, para a construção de um novo hospital na cidade. Na sessão de ontem (8), a propositura foi adiada novamente por três sessões, a pedido do líder de governo, Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB). Os questionamentos com relação aos detalhes da transação foram feitos por parlamentares da base e da oposição.

O projeto que autoriza a transação não especifica informações sobre taxa de juros, tempo de amortização da dívida, ou qualquer outra condição. Na tentativa de dirimir as dúvidas dos vereadores, depois do Carnaval será realizada reunião com representantes das secretarias de Saúde, Assuntos Jurídicos, Finanças e Obras.

Em visita à Câmara para abertura dos trabalhos legislativos de 2018, o prefeito em exercício, Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (PV), avaliou como “legítima” a reivindicação dos parlamentares. “Estamos dispostos a fazer o adiamento do projeto por uns dias e trazer o máximo de informação para que possam ficar mais satisfeitos com essa informação e assim fazer um voto mais correto, mais preciso em cima do projeto”, afirmou.

Entendimento

Para o líder do bloco oposicionista na Casa, o vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), a reunião pode ser o início de entendimento com o Executivo. “A partir do momento que a gente tem informações sobre o projeto. A partir do momento que a gente passa a diluir as dúvidas, você começa a construir uma alternativa”, relatou.

“Esse projeto está tramitando há mais de 40 dias sem que nenhuma informação seja prestada. Isso acaba criando essa queda de braço. Porque na medida em que os vereadores não têm conhecimento nenhum, não sabem do que se trata, o que está se pretendendo, e qual o formato, fica muito difícil assinar um cheque em branco. Mesmo na situação existe esse desconforto, tanto que o governo não tinha voto e teve que adiar”, completou.

Josa afirmou, ainda, que o valor de R$ 125,8 milhões não é o suficiente para construir todo o hospital. “Para o endividamento da prefeitura é um valor alto, mas para a obra deve ser um terço. Podemos passar a pensar alternativas. Por que não aproveita espaços que já existem? Por que não se pensa em uma parceria público-privada? Vamos fazer o diálogo e acreditar que o governo vai trazer um conjunto de informações que saia dessa mediocridade toda. Dessa pobreza de informações”, destacou.

O líder de governo minimizou possível desconforto na base e afirmou que não houve tempo para os esclarecimentos sobre o projeto devido ao recesso. “Foram 40 dias na Casa, mas tivemos o recesso. O governo não teve oportunidade de apresentar os detalhes. Vamos fazer isso agora, tirar todas as dúvidas e colocar o projeto para ser apreciado”, concluiu.

Clima ameno

Diferente das ocasiões em que o prefeito Lauro Michels – que está de férias – visita a Casa, o clima foi ameno e de cordialidade entre Márcio da Farmácia e os parlamentares, mesmo os de oposição. “Acho que esse ano legislativo vai ser de vitória. Para a Câmara, fazendo os trabalhos que compete a ela, e para a prefeitura, com os trabalhos que competem ao Executivo”, pontuou.

O verde, que é cotado para ser o candidato do governo na disputa pela prefeitura em 2020, declarou que não está focado em eleição. “Não estou focado para 2018, meu foco não é nem 2020. Meu foco é fazer um bom mandato. Acho que para disputar qualquer tipo de eleição, precisa ter trabalho. Precisa ter um currículo para poder apresentar. Acredito que se fizer tudo isso, posso ter a oportunidade de disputar em 2020”, afirmou.

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