Curiosidades

Fóssil prova que aranhas eram ainda mais horripilantes há milhões de anos

Você é da turminha que morre de pavor de aranhas? Então você vai ficar aliviado em saber que, por sorte, ao longo de milhares de ano de evolução, seus “monstruosos” ancestrais perderam algumas das características que as tornariam muito mais horripilantes! Veja, por exemplo, a criatura a seguir, descoberta fossilizada em um fragmento de âmbar:

Fóssil prova que aranhas eram ainda mais horripilantes há milhões de anos
Aranha descoberta fossilizada em um fragmento de âmbar. Foto: Reprodução Megacurioso /BBC/Bo Wang

Elo perdido

De acordo com Helen Briggs, da BBC, o aracnídeo que você acabou de ver acima é um antigo “primo” das aranhas que habitou o nosso planeta há cerca de 100 milhões de anos e foi encontrado em um pedaço de âmbar descoberto nas florestas da Birmânia, no sudeste da Ásia. Os cientistas determinaram que a criatura faz parte do mesmo grupo de bichos que inclui as aranhas e os escorpiões — e, como você talvez tenha notado, ela tinha uma cauda.

Segundo os paleontólogos que examinaram o exemplar, a aranha pré-histórica viveu seu apogeu durante o período cretáceo, isto é, ela perambulava por aqui na mesma época em que os grandes répteis — entre eles o tiranossauro — reinavam no nosso planeta. Conforme explicaram, a criatura apresenta características presentes tanto em aracnídeos ancestrais como em animais modernos e foi batizada com o nome científico de Chimerarachne yingi.

No total, os cientistas encontraram quatro espécimes e determinaram que a C. yingiera capaz de produzir fios, mas provavelmente não criava teias como as aranhas de hoje em dia — e com relação à cauda, sua presença só confirma o que já se sabia faz algum tempo.

Há cerca de uma década, os paleontólogos concluíram que as aranhas tinham evoluído a partir de aracnídeos dotados de caudas que existiram 315 milhões de anos atrás. Contudo, eles nunca tinham encontrado uma “prova” — no caso, uma criatura cujas características servissem de elo de ligação entre passado e presente e preenchesse a lacuna na linha evolutiva desses animais.

Apesar do aspecto ligeiramente perturbador — especialmente para os aracnofóbicos—, a verdade é que as criaturas descobertas na Birmânia são pequeninas. Por outro lado, elas mostram como tivemos sorte de as aranhas terem perdido a cauda no decorrer dos milênios e não terem evoluído em uma espécie de, sei lá… “escorpiranha” ou “arapião” supervenenoso e agressivo. Difícil de imaginar? Pense em como seria uma armadeira equipada com ferrão de escorpião…

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