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Crédito imobiliário não acompanha a redução da taxa Selic

Crédito imobiliário não acompanha a redução da taxa Selic
Juro do crédito imobiliário teve alívio, mas segue alto. Foto: Arquivo

O tomador de empréstimo para a compra do imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que usa recursos da poupança, continua encontrando o custo efetivo total (CET) do crédito em dois dígitos na maioria dos principais bancos do país.

O CET é o termômetro pa­ra a escolha do financiamento, porque, além da taxa de juros, inclui todos os encargos da operação, como seguros e custos contratuais.
Compradores poderiam supor que a queda vertiginosa da Selic ao longo do ano passado seria acompanhada de redução igualmente significativa nos juros do financiamento imobiliário, mas não foi o que aconteceu.

Até houve certo alívio. A taxa média de juros para crédito habitacional no mercado passou de 15,4% em dezembro de 2016 para 11% em 2017, segundo o Banco Central. A Selic do período, porém, caiu quase pela metade, de 13,75% ao ano para 7%, chegando a 6,75% ontem (7).

Os bancos atribuem o ritmo mais lento na queda das taxas imobiliárias às dificuldades de captação da poupança e aos juros futuros.
Embora tenha fechado 2017 com captação líquida de R$ 17,1 bilhões, maior saldo positivo desde 2014, a poupança patinou durante o ano.

Fabrízio Ianelli, superintendente executivo de negócios imobiliários do Santander, vê sinais de reação na poupança. “Se voltar com força e a curva de juros futuros começar a baixar, isso pode estimular a redução nas taxas”, disse.

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