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Justiça autoriza reintegração de terreno ocupado pelo MTST em S.Bernardo

Segundo dados do movimento, ocupação no bairro Assunção conta com cerca de 1.200 famílias. Foto: Angelica Richter especial para o DRA Justiça determinou ontem (6) a reintegração de posse de terreno da MZM Incorporação localizado no bairro Assunção, em São Bernardo, ocupado desde o último sábado (2) pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7ª Vara Cível de São Bernardo, indeferiu pedido de reconsideração da reintegração, sob argumento de que “a ausência de construção no terreno não se confunde com abandono (…) Em nenhum dispositivo existe autorização de ocupação de imóveis públicos ou privados a pretexto de descumprimento de função social (…)”.

Devido ao prazo de 72 horas para desocupação voluntária da área ter expirado, o juiz autorizou a presença da Polícia Militar para que “se proceda a desocupação coercitiva e a reintegração de posse da área”.

A Prefeitura de São Bernardo, por meio de nota, informou que “a decisão judicial contra a invasão de terreno na cidade, concedida pelo juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7ª Vara Cível de São Bernardo, será atendida e colaborada pela administração em todos os requisitos, salientando que apenas aguarda a confirmação da data a ser marcada da reintegração de posse. A prefeitura reitera que tem política habitacional na cidade e que este episódio (invasão) não colabora em absolutamente nada com as ações desenvolvidas no setor habitacional para o crescimento ordenado da cidade”.

Ocupação

Na tarde de ontem, cerca de 1200 famílias, conforme informou a liderança do movimento, ocupavam o terreno. Segundo uma das líderes do MTST, Andreia Barbosa da Silva, a intenção do grupo era trazer para o local o programa Minha Casa Minha Vida Entidades, faixa 1. “Fomos conversar com o secretário de Habitação (João Abukater) ontem (terça/5) e ele alegou que já tinha alguém interessado no terreno, que seria a Scania. Falou que o valor do terreno seria muito alto e perguntou se a gente, de fato, tinha dinheiro para comprar. Não temos, porque se tivéssemos dinheiro não seríamos um movimento social”, afirmou a líder.

Segundo Andreia, no local há pessoas que foram despejadas e que aguardam há anos ser chamados por meio de cadastro realizado em projetos habitacionais. “Aqui é uma ocupação provisória. Só queremos mesmo um canal direto com o proprietário para ver o que dá para fazer. Não viemos aqui para favelizar este terreno. Queremos morar dignamente”, destacou.

Andreia destacou que devido à crise as grandes empresas deixam cada vez mais os terrenos ociosos na especulação imobiliária e jogam os projetos sociais para as periferias. “Com isso, a prefeitura e a Habitação inventam um cadastro que vai resolver o problema, mas sabemos que tem companheiros com nome nesse cadastro há 50 anos e nunca foi feito nada. O movimento trouxe para a região uma esperança de que as pessoas têm o direito de morar dignamente. Por isso que estamos aqui. Fomos procurados para isso. Muitas famílias pediram nosso apoio para estar aqui hoje”, afirmou.

10 Comentarios

  1. Rita !! Me solidarizo com você !!

    Existe uma coisa chamada lei, e deve ser cumprida. Não é baderna.
    Vendo toda essa gente vindo de várias partes, com carros e com condições batalhar e conseguir algo TRABALHANDO, e não a força e na ilegalidade, me lembra aquelas cenas de saques de lojas.

  2. É um absurdo a ocupação e invasão de áreas de forma desregrada, isso é uma prática desonesta e de selvageria sem medida. Eles se julgam no direito de invadir e de se apropriar do que não lhes pertence, não estão nem aí. O interessante é que se observa chegando a esses locais, pequenos latifundiários, equipados com veículos novos e seminovos entre outros que se arriscam para se apropriarem de um pedaço de terra com o desejo de morar em local privilegiado. A maioria deles posteriormente vão negociar “suas propriedades” e tirar vantagens dos lotes apropriados. A maioria não são “sem terra”, são especuladores e aproveitadores, tão corruptos quanto os piores políticos que se tem nesse pais.
    Lembro que tempos atrás, para morarmos em São Bernardo era necessário adquirir um lote, regularizado junto à Prefeitura, pagar pelo lote e para a construção era necessária uma planta aprovada por um engenheiro, recolher os tributos na Prefeitura, após a construção tirar o habite-se, receber a aprovação da Prefeitura e pagar os tributos. Hoje, basta apenas escolher um local, invadir, mesmo que seja em áreas de mananciais, construir sem nenhuma regra e nenhum pagamento, pedir para a Eletropaulo e Sabesp efetuarem as ligações de luz e água e ficar ali vivendo de graça. Esse é a nova cara de São Bernardo, uma cidade de invasões, uma terra de ninguém onde vale qualquer coisa. Moro a 58 anos em São Bernardo e já vão longe os anos em que tínhamos segurança e paz nesta cidade. São Bernardo virou uma terra de bagunça e de gente inescrupulosas que se fingem de coitados e na verdade são especuladores e roubadores, trazendo o crescimento de favelas e habitações desordenadas, destruindo a natureza, o meio ambiente e emporcalhando cada dia mais o bonito município que já foi um dia São Bernardo. De problemas a problemas, São Bernardo se afunda cada dia mais na sua política permissiva e de falta de controle.

  3. Aceita que doi menos kkkkkk

  4. Reginaldo Nunes Barbosa

    Pede pro Boulos falar comigo que eu resolvo.
    Rnunesbarbosa@globo.com
    Tenho crédito contra a MZM e sou do pt

  5. oi gente. não estou nem do lado de um nem do outro, só acho que tem muita gente generalizando. porque nem todo mundo que mora em “comunidade” ė vagabundo, prática anarquia e gostam de funk! tem muita gente ali na comunidade que trabalha muito duro! eu não quero saber se fulano ė preto ou se Beltrano ė branco eu quero saber onde está o respeito entre os seres humanos. tem muita gente de classe média alta qUE gosta de funk! que usa drogas então não vamos generalizar vamos respeitar e que a justiça seja feita !

  6. Ninguém tá ali por acaso, estamos todos correndo atrás de uma moradia digna.
    Hoje muitos estão por cima, mais tenho certeza que tem muitos que tem o que tem hoje fazendo trambique.
    Então queremos que o Prefeito e o governo tenha a dignidade de entrar em um acordo como gente.

  7. se fala de mais parsa… fala na cara parsa.

  8. Ridículo essa invasao. Trata-se de um movimento politico. Moro nos condominios ao lado e fico indignado com tanta gente que nao se importa em planejar seu futuro, nao valorizam os estudos, gostam de anarquia, funk, tratando as pessoas como “Parças” , “Irmao”. Querem ganhar tudo de graça, alugam ou vendem o que ganharam na base da malandragem e desfilam de carro zero na chamadas comunidades hoje.

    Voce passa nessa avenida e os carros estao ali aos montes. Tem gente de Diadema e outras regioes. Voce tenta ensinar seus filhos de que a vida é dificil e o esforço é necessario para se conseguir algo, aí voce vê essa gente querendo morar bem e de graça…..

  9. Sim cada um de nós que estamos alí é por que queremos,ter onde morar , uma simples só isso não queremos nada de graça de ninguém mesmos pobres onrraremos com nossos compromissos.nao somos que nem esses políticos que quanto mais tem mais roubalheiras surge todos os dias e nada melhora nesse país….

  10. boa noite.
    mais uma luta contra os MST
    UM TERRENO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO ..
    e quem poderia ajudar coloca mil desculpas todas negativas
    existem vários meios para resolver essa situação
    vai uma aqui
    poderíamos fazer uma cooperativa habitacional.
    teríamos serviços na região ja que muitos moradores são nascido na região e não tem como ir a outro estado.
    um valor mensal que acordo com cada morador .
    fica minha dica ….

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