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Após 30 meses, construção interrompe queda na ocupação e volta a gerar empregos no ABC

Setor da construção civil vive a mais grave crise de sua história. Foto: ArquivoApós completar em mar­ço 30 meses consecutivos de queda no estoque de postos de trabalho da construção civil, abril quebrou esse ciclo com a volta da geração de oportunidades de emprego no ABC.

Os canteiros de obras da região chegaram ao final do mês da Páscoa com 67 trabalhadores a mais do que no mês anterior, somando ao todo 40.454 profissionais. Porém, o nível de ocupação ainda está 8,3% inferior ao de abril do ano passado, quando o setor empregava 44.135 pessoas nos sete municípios.

Os dados integram levantamento mensal realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho (MTE).

A diretora da regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, afirmou que, apesar de pequeno, a volta do saldo positivo de vagas traz ânimo moderado ao setor.

“Somente o fato de ter havido interrupção no processo de queda do indicador de emprego já é um bom sinal. Acreditamos que ainda vai demorar algum tempo para poder falar em retomada consistente do crescimento da atividade na construção civil, mas por hora é um dado a ser comemorado”, comentou Rosana.

Os resultados andam em linha com dados do setor, que apontam para a mais grave crise de sua história.

Na região, o mercado amargou, em 2016, o terceiro ano consecutivo de retração nas vendas. Dados da Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradoras de Imóveis do ABC (ACIGABC) revelam que a comercialização de imóveis residenciais novos so­mou 2.962 unidades, com redução de 40% em relação as 4.939 vendidas em 2015.

Estado

No Estado de São Paulo, houve ligeira queda de 0,05% no nível de emprego da construção em abril na comparação com o mês anterior. O estoque de trabalhadores caiu de 684,8 mil para 684,4 mil (-368). Em 12 meses, há 90.430 trabalhadores a menos no segmento (-11,67%). Desconsiderando a sazonalidade, houve redução de 0,96%.

No país foram eliminadas 874 vagas em abril, com queda de 0,04% no estoque de trabalhadores do setor em comparação a março.

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