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Taxa de desemprego do ABC volta a cair em abril após três meses

Contingente de desempregados aumentou na região metropolitana. Foto: Danilo Verpa/FolhapressA taxa de desemprego do ABC interrompeu três meses consecutivos de aumento e recuou de 19,2% para 18,4% na passagem de março para abril. Ainda assim, trata-se do maior nível para o quarto mês do ano desde 2004.

O dado – o único referente ao ABC – consta da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fundação Seade e Diee­se realizavam a PED no ABC em parceria com o Consórcio Intermunicipal desde 1998, mas o colegiado solicitou em abril a rescisão do contrato – no valor de R$ 300 mil anuais – sob o argumento de necessidade de redução de custos.

Na RMSP, segundo a pesquisa, a taxa de desemprego registrou discreta variação de 18,5% em março para 18,6% no mês seguinte.

Em abril, o contingente de desempregados foi estimado em 2,088 milhões, ou 22 mil a mais do que em março. A taxa aumentou porque a geração de 37 mil postos de trabalho (+0,4%), para 9,139 milhões, foi insuficiente para absorver as 59 mil pessoas (+0,5%) que passaram a procurar emprego e, com isso, entraram na força de trabalho da RMSP.

Só comércio encolhe

Sob a ótica setorial, houve aumento no estoque de trabalhadores dos serviços (geração de 59 mil vagas, alta de 1,1%), na indústria de transformação (42 mil, alta de 3,3%) e na construção civil (20 mil, ou 3,4%). No sentido contrário, o agregado Comércio e Reparação de Veículos eliminou 84 mil postos de trabalho, com redução de 4,8% na ocupação.

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