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Governo adia para a próxima semana votação da reforma trabalhista no Senado

Paim, Ferraço, Jucá e Jereissati costuraram acordo. Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoUm acordo entre governistas e oposição adiou para a próxima terça-feira (6) a primeira das quatro votações previstas para a reforma trabalhista no Senado.

Com o adiamento, a análise do texto agora está prevista para o mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza o julgamento que pode levar à cassação do presidente Michel Temer.

Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a coincidência nas datas não prejudica a tramitação do projeto. “A reforma não é mais do governo, e sim do Congresso”, disse.

Os dois lados comemoraram vitória. Para Jucá, houve avanço. “Ao invés de discutir questões de ordem ou regimentais, preferimos ir para o debate e encerramos a leitura. Com isso, na terça que vem votaremos”, afirmou.

Lindbergh Farias (PT-RJ), por sua vez, disse que o senador Paulo Paim (PT-RS) firmou acordo mais cedo com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para o petista, houve uma “vitória” para a oposição. “Estou esperançoso”, disse, sobre a possibilidade de o texto não ser aprovado na velocidade que quer o governo.

Na semana passada, senadores trocaram agressões e a sessão foi interrompida, o que impediu a apresentação do relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

Para evitar que a cena se repetisse, governistas e oposicionistas concordaram em concluir a leitura do texto e deixar para votar o relatório na próxima semana.

Nos bastidores, opositores diziam que o governo não teria os votos necessários para aprovar a matéria na sessão desta terça, o que foi negado por Jucá. “Tínhamos voto. (O acordo) não é medo de perder.”

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