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Diretora sindical denuncia agressão de médico em Diadema

Agressão aconteceu no Pronto Socorro do Quarteirão da Saúde. Foto: ArquivoA diretora do Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) Rosa Souza denunciou na manhã de ontem (30), na Delegacia de Defesa da Mulher da cidade, agressão sofrida na última segunda-feira (29). O autor da agressão apontado por Rosa é um médico do pronto socorro do Quarteirão da Saúde. Foi registrado boletim de ocorrência. Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que a Secretaria de Saúde tomou conhecimento do caso e vai tomar as providências necessárias para apurar os fatos.

Segundo Rosa, membros do sindicato estavam no equipamento de saúde distribuindo a publicação da entidade e convocando os funcionários para a assembleia que será realizada amanhã (1º). “Estávamos tomando o cuidado de não atrapalhar os atendimentos. De repente ouvi alguém falar atrás de mim: ‘se for do sindicato esse papel vou jogar no lixo’, mas não cheguei a me virar para ver quem era”, relatou.

“Quando passei pelo local de novo, para colocar os panfletos no balcão, o médico disse novamente que ia jogar nossa publicação no lixo, porque ali quem mandava era ele”, afirmou. “Empurrou a porta, aparentemente na intenção de me atingir, e também pegou com força no meu braço, além de gritar comigo”, completou.

A sindicalista relatou que se sente vítima não apenas de crime de ódio contra sua posição política – o médico a chamava de “esquerdista”, como também de um crime com recorte de gênero. “É claro que existe a violência contra a mulher, isso fica muito evidente no comportamento do médico e não vou me calar com relação a isso”, declarou.

Inquérito

A Central Única dos Trabalhadores e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC emitiram notas de repúdio à agressão sofrida por Rosa. Em entrevista à CUT, a delegada titular da Delegacia da Mulher, Renata Lima de Andrade Cruppi, explicou que a partir do boletim será feita abertura de inquérito policial e testemunhas serão ouvidas. “Diante das investigações que faremos a partir de agora será possível, inclusive, identificar novas vítimas. Por isso, este posicionamento da Rosa é importante para encorajar outras mulheres a também denunciarem situações vexatórias, de violência física, sendo ou não de violência doméstica”, alertou.

O médico acusado por Rosa já se envolveu em outra confusão semelhante em 2014, quando o ex-vice presidente do PT, Joel Fonseca, também o acusou de agressão.

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