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Assessor e vereador batem boca durante sessão em Diadema

Josa, que chamou a polícia, afirmou que foi ameaçado por assessor do prefeito. Foto: Eberly LaurindoO que seria um simples uso da tribuna por um munícipe de Diadema acabou virando grande bate-boca entre um assessor do prefeito Lauro Michels (PV), Edemilson Batista de Souza, o Bahia, e o vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT).

A dona de casa Juraci Fernandes Barbalho reclamava do fato da prefeitura não ter construído um terminal de ônibus no bairro Eldorado quando avistou Bahia e cobrou que o comissionado só apareceu na região na época da eleição. O homem então respondeu e passou o endereço onde poderia ser localizado. Quando pediu a palavra, Josa questionou o fato de o assessor estar na Câmara em horário de expediente, “ameaçando munícipes”.

Bahia negou que tivesse ameaçado a moradora e chamou Josa “para resolver as coisas na rua”. Revoltado, o petista exigiu que o funcionário fosse convocado a se explicar e ameaçou deixar a sessão juntamente com os outros parlamentares da oposição. Rapidamente o assessor deixou a Câmara.

Instalou-se então uma grande confusão, com outros vereadores também ameaçando deixar o plenário. Por fim, foi feito requerimento convocando o superior direto do funcionário para explicar sua presença na Câmara em horário de expediente.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “a chefia imediata do funcionário não tem conhecimento que ele estava na Câmara. A administração vai apurar os fatos e tomará todas as providências cabíveis”. A oposição queria que o prefeito fosse convocado, mas não obteve êxito.

“Se ele está aqui deveria estar em uma missão oficial como assessor especial do prefeito e não intimidando as pessoas e os vereadores. Qual é a sua atribuição? São pessoas com cargos estratégicos dentro do governo e tem que ter a função preestabelecida. Se o prefeito não sabe qual é a função de uma pessoa subordinada a ele a Câmara tem exigir que seja estabelecido”, afirmou Josa. O vereador chamou a polícia e disse que vai registrar boletim de ocorrência.

O líder de governo reiterou que é preciso buscar esclarecimentos. “Foi um episodio que na minha avaliação não deve acontecer em hipótese alguma”, afirmou o vereador Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB). Sobre responsabilizar o prefeito, como queria a oposição, o parlamentar destacou que a prefeitura tem diversos comissionados e o prefeito não pode ficar monitorando todos eles.

Comissão parlamentar

A oposição pretende protocolar o terceiro pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) desta governo. Já está em fase de escolha de membros a CPI que vai apurar irregularidades em contratos da Secretaria de Educação e na quarta-feira foi protocolada outra, para investigar irregularidades em contratos da Secretaria de Esportes. A terceira seria sobre as obras de saneamento que a prefeitura vem realizando na cidade, algo de críticas da oposição.

Celio Boi criticou a quantidade de CPIs. “O governo não pode tirar a prerrogativa do Legislativo de fiscalizar o Executivo. Não assino CPI porque nenhuma aponta culpado de nada. CPI é para quem rouba e não para ser brincadeira”, concluiu.

A comissão que já está instalada e vai investigar contratos da Educação terá como presidente o vereador Sergio Ramos da Silva, o Companheiro Sergio (PPS), o relator deve ser Josa e Pastor João (PRB), Rodrigo Capel (PV) e Sérgio Mano Fontes (PSB) os membros.

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