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Primeiro dia de saque do FGTS lota agências e lotéricas

Trabalhadores fazem fila na entrada de agência da Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo. Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/FolhapressMais de 2 milhões de pessoas tiveram acesso ao dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o fim da manhã de ontem (10), primeiro dia de saque das contas inativas.
Problemas internos da Caixa Econômica Federal, informações desencontradas e divergências cadastrais, porém, fizeram com que uma parcela daqueles que foram até as agências tenha saído sem um centavo no bolso.

Até as 20h30, a Caixa não havia divulgado o balanço do primeiro dia de saques. O número mais recente aponta que 40,6% das 4,6 milhões de pessoas que teriam acesso ao benefício neste mês retiraram o dinheiro.

Desse total, 300 mil pessoas haviam ido às agências ou lotéricas durante a manhã e retiraram R$ 300 milhões. As demais são correntistas do banco público que receberam o dinheiro automaticamente, seja na conta corrente ou na poupança.

O atendimento nas agências começou duas horas mais cedo, às 8h, e se estendeu até as 16h. No entanto, segundo Gilberto Occhi, presidente da Caixa, houve atendimento aos trabalhadores até as 17h.

A Caixa registrou problemas internos que impediam cotistas do fundo de visualizar o valor total para saque em caixas eletrônicos e lotéricas. O banco público não soube informar o que causou o problema, mas afirmou que os trabalhadores que se dirigiram até uma agência, para atendimento presencial, con­seguiram retirar o dinheiro que havia “desaparecido”.

Quem tentava descobrir o paradeiro do dinheiro enfrentava um segundo problema: no começo da manhã, funcionários da Caixa não atenderam trabalhadores que foram às agências sem a carteira de trabalho.

Procurado pela reportagem, o banco público reforçou que só é obrigada a apresentar a carteira de trabalho a pessoa que tem mais de R$ 10 mil para sacar. Nesse caso, é preciso comprovar que os contratos de trabalho de fato foram encerrados.

No entanto, é preciso levar a carteira de identidade em bom estado (sem rasuras) e o número do PIS.

A reportagem colheu relatos de pessoas que tiveram documentos recusados, como identidade e carteira de trabalho antigos.

Cadastro

Segundo Occhi, um dos problemas mais frequentes para o saque o FGTS foi a falta da informação de saída do trabalhador do emprego.

Essa informação deve ser fornecida à Caixa quando a empresa demite o trabalhador ou ele pede demissão, mas é comum que deixem de fazer esse registro.

Sem o dado, o dinheiro não é liberado, mas o trabalhador pode fazer a correção levando a carteira profissional a uma agência. Após a correção, a Caixa precisa de cinco dias úteis para liberar o dinheiro.

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