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‘Maratona’ desafia equipes do ABC na Série A2

Uma verdadeira maratona aguarda São Caetano e Água Santa na Série A2 do Campeonato Paulista. Para repetir o feito do Santo André, campeão da principal divisão de acesso do Estado no ano passado, ambos terão de encarar pesada sequência  de jogos e viagens.

Até 23 de abril, quando será realizada a última rodada da primeira fase, as 20 equipes vão disputar 19 partidas em 85 dias, média de um jogo a cada 4,5 dias.
Somados os quatro jogos da semifinal e final, serão 23 jogos em 99 dias, média de um jogo a cada 4,3 dias.

O curto intervalo entre os jogos não será o único desafio para Azulão e Netuno. A mudança no regulamento promovida pela Federação Paulista de Futebol (FPF) tornou os mata-matas mais seletivos. Após a fase de classificação em que as 20 equipes jogam entre si em turno único, apenas quatro vão se classificar para os duelos eliminatórios, contra oito na edição do ano passado.

Assim como em 2016, somente os dois vencedores das semifinais vão disputar a elite paulista no ano que vem, en­quanto os seis piores da fase de classificação serão re­baixados para a Série A3.

Água Santa e São Caetano terão como adversários clubes tradicionais do futebol paulista, como Guarani, Bragantino, XV de Piracicaba, Mogi Mirim, Juventus e Portuguesa. Destes, o que mais assusta é o Bugre, que traz como credencial o vice-campeonato da Série C do Campeonato Brasileiro.

Depois da impressionante sequência de três acessos seguidos nos três primeiros anos de profissionalismo, o Netuno pagou pelo noviciado e, em sua primeira temporada na elite, acabou rebaixado.

Santo André conquistou o título da A2 no ano passado ao vencer o Mirassol.Foto: Fabricio Cortinove/Divulgação

De volta à Série A2, a equipe de Diadema – que se notabilizou pelo bons públicos que atrai ao Inamar – terá a chance de provar que a queda foi apenas um “acidente de percurso”.

Sob o comando do técnico Jorginho, que tem no currículo o time que ficou conhecido como “Barcelusa” na Série B de 2011, a equipe foi reconstruída com a contratação de 19 jogadores. Alguns poucos remanescentes, como o veterano volante Ser­ginho e o goleiro Richard, vão se juntar a recém-contratados como o lateral esquerdo Raí (ex-Paysandu) e os atacantes Danielzinho (ex-São Bernardo e São Caetano) e Robson (ex-Santo André).

O São Caetano, por sua vez, manteve a base que disputou a Copa Paulista e a Série A2 do ano passado. São os casos do lateral Bruno Recife, do volante Esley, dos zagueiros Eduardo Luiz e Sandoval, do goleiro Paes e do meia Matheus.

O pacote de 11 contratações incluiu o meia Francisco Alex e os atacantes Lincom, Léo Jayme e Carlão.

O clube manteve no comando da equipe o técnico Luiz Carlos Martins, contratado no fim de 2014. Apesar do apelido de “rei do acesso” que recebeu devido aos 13 acessos que conquistou na carreira, o treinador não repetiu os mesmos resultados no Azulão. A equipe ficou no “quase” e foi eliminada nos três últimos mata-matas que disputou: Série D, em 2015; A2 e Co­pa Paulista, no ano passado.

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