Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

Morando privilegia técnicos no anúncio de primeiros secretários

Albukater, Maciel, Soares, Lima, Suzana, Gavinelli e Guidetti foram apresentados por Morando . Foto: Divulgação

O prefeito eleito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), anunciou na última quinta-feira (8) seus sete primeiros secretários. Da primeira leva, apenas dois são políticos: o vice-prefeito Marcelo Lima (SD), que chefiará a pasta de Serviços Urbanos; e o ex-prefeito Maurício Soares (PHS), que vai comandar Desenvolvi­men­­to Social e Cidadania.

Também foram confirmados no primeiro escalão do tucano o advogado Carlos Maciel (Jurídico e Administração), o contador José Luiz Gavinelli (Finanças), o arquiteto Paulo Guidetti (Obras e Planejamento), a educadora Suzana Dechechi (Educação) e o engenheiro João Abukater (Habitação).

Desses cinco, dois – Gavinelli e Guidetti – já passaram pela administração municipal, ambos na gestão de William Dib (à época no PSB, atualmente sem partido).

Além de anunciar o nome dos secretários, Morando entregou uma cópia do plano de governo a cada um, com destaque para a lâmina da pasta responsável e as me­tas a serem cumpridas.

“Mais do que anunciar os nomes, estamos firmando um compromisso de metas. Teremos um modelo de gestão baseado na meritocracia. Convidei pessoas em que confio, mas não faremos um governo para amigos. Todos terão plano de metas com prazos para cumprir”, comentou o prefeito eleito.

Como ocorreu durante a campanha, Morando afirmou que reduzirá o número de secretárias e cargos comissionados. Também reafirmou o compromisso de acabar com os carros oficiais. “Devemos reduzir (o primeiro escalão) para 18 secretarias. Portanto, ainda faltam 11 nomes”, afirmou o prefeito eleito, que deve anunciar mais integrantes após o dia 15.

Morando negou que tenha restrição a políticos para compor o secretariado, mas adiantou que as próximas escolhas também serão pautadas pela capacidade técnica.

“O critério para a escolha é a capacidade e experiência de administrar a secretaria. Não tenho restrição a político, mas ainda não temos uma definição”, explicou.

Orçamento

Na última quarta-feira, a Câmara aprovou orçamento de R$ 5,3 bilhões para 2017. A peça estipula, entre outras despesas, mais de R$ 1 bilhão para a Saúde, R$ 867,8 milhões para a Educação, outros

R$ 766,5 milhões para a mobilidade e R$ 580,8 milhões para a drenagem urbana.

Morando já declarou que considera a proposta “fora da realidade” e projeta arrecadação ao redor de R$ 4 bilhões para o próximo ano. Por isso, o tucano recomendou aos futuros secretários que evitem o desperdício.

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