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Menor em fuga bate o carro e mata dois irmãos no ABC

Automóvel utilizado pelos suspeitos era roubado. Foto: Mário Ângelo/Sigmapress/Folhapress

Perseguição policial ter­minou com dois irmãos mortos na noite de segunda (5), por volta das 23h, em São Caetano. O professor Rafael Parejo Martin, 40, dirigia um Voyage cinza no cruzamento da estrada das Lágrimas com a rua Ângelo Aparecido Radim, quando o veículo foi atingido violentamente por outro carro com dois suspeitos que fugiam da Polícia Militar. Um adolescente estava ao volante.

Com o impacto, o automóvel das vítimas capotou, deixando o motorista e Melissa Parejo Martin, 39, professora, presos nas ferragens. Quando os bombeiros chegaram ao local, já encontraram a mulher sem vida. O irmão foi levado para o Hospital Albert Sabin, também em São Caetano, mas não resistiu aos ferimentos.

Os dois suspeitos que provocaram o acidente, um adolescente de 14 anos e um desempregado de 20 anos, escaparam sem ferimentos e foram levados à Delegacia Central da cidade. Ambos haviam roubado um Vectra duas horas antes e foram avistados pela PM na avenida do Estado, no Ipiranga (Zona Sul). Ao receber ordem de parada dos policiais, a dupla deu início à fuga que resultou na morte dos irmãos.

Aos policiais, o menor contou ter sido convidado pelo comparsa a participar do roubo e que sua função seria pilotar o carro roubado. O jovem disse que a ordem de fuga também partiu do desempregado, que teria dito “não para, pisa fundo” ao avistar os PMs. O adolescente foi encaminhado à Fundação Casa.

O desempregado, que já tinha passagem na polícia por tráfico de drogas, foi preso em flagrante e responderá por roubo, desobediência, corrupção de menor, direção perigosa e homicídio.

Admiração

Conhecido pelo bom humor e irreverência, Martin, conquistava não só os alunos, mas também os outros docentes do Colégio Objetivo, onde trabalhava havia cerca de 15 anos. “Era a alegria do intervalo. Sempre fazia farra na sala dos professores”, lembrou a colega de trabalho Edilene Arjoni. “Era muito ligado à família, sempre falava da esposa e da filha de quatro anos”, contou.

Ontem, no velório, em Mauá, cerca de 25 ex-alunos homenagearam o professor. Eles vestiam camiseta preta com a expressão “Tio Rafa” e a frase “nossas mentes foram libertas”. A peça foi produzida para a formatura do ensino médio no ano passado, quando o professor foi paraninfo.

Sua marca eram os bordões “Confia no Tio Rafa”, “Vocês estão prontos?” e “Só não sou melhor porque não tive aula comigo”. Sua irmã, Melissa, 39, era casada e trabalhava na área administrativa do colégio.

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