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Polo Petroquímico terá plano conjunto de contingência até 2018

PAM prevê realização de simulados anuais de emergência. Foto: Divulgação

O Comitê de Fomento Industrial do Polo do ABC (Cofip ABC) espera ver im­plementado, até 2018, plano conjunto de con­tingência que estabeleça procedimentos para a evasão das fábricas do Polo Petroquímico em si­tuações de emergência.

A estruturação do plano consta do planejamento es­tratégico 2015-2020 da entidade, constituída em maio do ano passado com o objetivo de gerar sinergias entre as empresas do Polo Petroquímico, comunidade e poder pú­blico.

“Atualmente, as empresas do Polo têm planos de contingência individuais. O objetivo é consolidá-los em um plano único com o apoio de instituições públicas, co­mo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Samu (Serviço de Atendimento Mó­vel de Urgência), polícias Militar e Civil”, afirmou o gerente executivo do Cofip ABC, Francisco Ruiz.

Um passo nesse sentido foi dado no início deste mês, com o ingresso do Cofip ABC em subcomissão criada pelo Consórcio Intermunicipal para a ges­tão regional de riscos envolvendo produtos químicos perigosos.

Na subcomissão, a entidade fará a integração entre as empresas e o poder público na estruturação de respostas a emergências.
Ruiz espera, com isso, estreitar a parceria com es­sas instituições, a fim de envolvê-las na formulação do plano de contingência.

Reedição da Apolo, associação criada em 2004 com vo­cação semelhante e extinta há quatro anos, o Cofip ABC também trabalha na elaboração do Conselho Comunitário Consultivo (CCC) e do Plano de Emergência para a Comunidade, entre outras iniciativas.

PAM

Ferramenta pioneira no país na prevenção e atuação em acidentes, o Plano de Au­­xílio Mútuo completou 30 anos em outubro, ganhou comemoração interna e foi incorporado pelo Cofip ABC. Por meio do PAM, uma empresa em situação de emergência pode recorrer ao apoio das demais, que liberam suas equipes de socorro – compostas de brigadistas e equipamentos de combate a incêndio – para responder à ocorrência.

Historicamente, o principal risco externo para as empresas do Polo Petroquímico é a queda de balões. Segundo o Cofip ABC, foram registradas mais de 1.100 ocorrências desde 2001. O PAM prevê a realização de simulados anuais de emergência.

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