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Vice de direitos humanos e mais 34 são presos suspeitos de elo com PCC

Ao todo, 40 advogados foram alvos da ação; agentes apreenderam computadores  e celulares. Foto:  Denny Cesare/Codigo19

Operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, ontem (22), prendeu 32 advogados e outras três pessoas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo um dirigente do conselho estadual de direitos humanos. O governo diz que atuavam para favorecer 14 chefes da facção que estão presos.

A prisão mais destacada pela polícia foi a do vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Luiz Carlos dos Santos, 43, único que teve seu nome divulgado. O secretário da Segurança do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou que Santos fazia falsas denúncias contra a polícia e recebia dinheiro da organização criminosa – inicialmente R$ 130 mil, além de uma “mesada” de R$ 5.000.

“É óbvio que, se planta notícia que abala a imagem das instituições policiais, isso favorece a organização criminosa”, afirmou Mágino. O secretário não deu detalhes de nenhum caso comprovado de denúncias falsas do conselheiro – que tinha dez registros anteriores de passagem pela polícia, a maioria sob suspeita de estelionato.

O secretário defendeu a consistência das suspeitas contra Santos com base em interceptações telefônicas e na quebra de sigilo bancário autorizadas pela Justiça. A defesa de Santos diz que a prisão pode ser uma retaliação devido às ações de combate à violência policial. O Condepe afirma que nenhuma denúncia apresentada por ele se mostrou inconsistente.

Na operação, foram apreendidos computadores e documentos na sede do órgão onde Santos trabalhava. O conselho diz haver informações sigilosas de testemunhas de violação dos direitos humanos – inclusive com policiais sob suspeita – e cobrou a preservação dos dados. O secretário disse que isso será garantido e afirmou ainda que nenhum outro conselheiro é suspeito de envolvimento com a facção.

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