Brasileirão, Esportes

Palmeiras testa eficiência aérea contra o Galo

Cuca fez até mesmo das cobranças de lateral uma arma perigosa do ataque palmeirense. Foto:   Cesar Greco/Agência PalmeirasPara não sofrer gols contra o Palmeiras hoje (17), em Belo Horizonte, às 21h, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro,  o Atlético-MG  precisará se preocupar principalmente com os cruzamentos em sua área. Líder e dono do melhor ataque, com 57 gols, a equipe alviverde é a que mais marcou em jogadas deste tipo na comparação com outros times que brigam pelo título.

Levantamento  revela que 50,9% dos gols palmeirenses se originaram da bola parada alçada na área adversária ou em jogadas de cruzamento. Em 18 oportunidades a rede balançou após laterais, faltas ou escanteios. Em outras 11, o gol saiu de cruzamentos após jogada trabalhada.A força do time na bola aérea é tanta que até mesmo as cobranças de lateral, por vezes despretensiosas, tornaram-se uma arma poderosa para o time do técnico Cuca.

“Nunca fiz e nunca imaginei fazer (cobranças de lateral). Estávamos perdendo para o São Paulo, no desespero. Eu mandei todos irem para a área e falei ‘vou bater lá e ver o que acontece’. No dia seguinte o Cuca me chamou e falou para treinar essa jogada”, contou Moisés, principal batedor de laterais do time.

O confronto diante dos são-paulinos aconteceu ainda no primeiro turno, mas foi no segundo que a equipe provou a sua capacidade pelo alto.Nas 15 rodadas disputadas nesta segunda metade da competição, foram 13 gols provenientes de jogadas com bolas lançadas na área, média de 0,86 por jogo.

Os atleticanos fizeram 14 gols da mesma forma durante todo o Campeonato Brasileiro e o Flamengo, 22.
“No começo nós tínhamos um meio de campo com Moisés, Tchê Tchê e Cleiton. Eles tinham a chegada de Guedes, Dudu e Jesus. Era natural que tivesse uma saída de bola melhor. Com o passar do tempo, os adversários vão entendendo e tirando proveito dessas situações”, afirmou o treinador palmeirense.

Infiltrações

Diferentemente do Palmeiras, o Atlético-MG aposta principalmente nas infiltrações após trocas de passes para chegar ao gol.
A equipe de Marcelo Oliveira é a que mais balançou as redes com esse tipo de jogada, pelo meio ou pelos lados do campo – 21 vezes. O clube mineiro é seguido pelo vice-líder Santos, que também tem como sua principal arma a rápida troca de passes. Dos 53 gols marcados no Nacional, 19 saíram de infiltrações na área adversária.

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