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Passagem e gasolina pesam, e inflação acelera

Depois de desacelerar a 0,08% em setembro, a inflação oficial sofreu impacto do grupo transportes e subiu para 0,26% em outubro, segundo dados divulgados ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi afetado pela alta de 0,75% dos transportes, o que representou 0,13 ponto porcentual, ou metade, da inflação para o mês.

A gasolina subiu 1,22% em outubro devido à alta de 6,1% no preço do álcool anidro, que é adicionado ao combustível.

Essa alta ocorre mesmo após a Petrobras ter reduzido o preço da gasolina no mês passado. Na terça-feira, a estatal anunciou nova queda nos preços, mas o sindicato dos postos preferiu cautela sobre a previsão de a redução chegar às bombas.

Passagens aéreas, que vinham de movimento de queda devido à redução de demanda e também da piora do dólar, voltaram a subir, em 10,6%, em outubro.

Embora o setor de transportes tenha afetado o IPCA, os segmentos de despesas pessoais, educação, comunicação e artigos para residência não tiveram impacto no indicador, o que contribuiu para que a aceleração não fosse mais forte.

Mesmo com a alta em outubro na comparação com setembro, o resultado representa desaceleração se comparado com outubro do ano passado, quando esteve em 0,82%. O número também foi o menor para outubro desde 2000, quando esteve em 0,14%.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a inflação está em 5,78%, acima do centro da meta de 4,5% estabelecido pelo Banco Central. Nos 12 meses encerrados em outubro, o índice bateu em 7,87%, superior também ao teto de meta do BC para este ano, de 6,5%.

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