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Câncer de próstata: quais exames fazer?

O câncer de próstata ainda figura entre uma das principais ameaças à saúde masculina. Pesquisas indicam que esse é o segundo tipo de câncer mais mortal entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. O exame digital retal, ou comumente conhecido como “exame de toque” é um dos procedimentos empregados no diagnóstico do problema.Porém, ainda é cercado de preconceitos que, muitas vezes, prejudicam ou retardam o diagnóstico precoce da doença.

Segundo Leonardo Kayat Bittencourt, médico radiologista do Delboni Medicina Diagnóstica, o diagnóstico inicial da doença é fundamental, já que as chances de cura nesses casos chegam a mais de 90%. “Um dos principais mitos envolvendo o câncer de próstata está relacionado ao seu tratamento. Muitos homens acreditam que, ao descobrir o problema, não conseguirão se curar, e por isso deixam de fazer os exames preventivos. Isso não é verdade, já que a maioria dos casos descobertos no início é tratável”, reforça o especialista.

Outro mito que prejudica o diagnóstico precoce está relacionado ao exame de toque. Não é incomum encontrar homens que deixam de procurar um especialista por temer a realização do exame. Embora seja parte integrante do conjunto de métodos que buscam estabelecer o diagnóstico da doença – já que pode ser feito no próprio consultório médico, durante uma consulta rotineira – ele não é o único disponível para a avaliação da saúde da próstata.

“Através de um exame tão simples quanto o toque retal, é possível alcançar a superfície de uma região específica da próstata e avaliar se existe uma nodulação na região. Apesar de sabermos hoje que a sensibilidade deste procedimento é relativamente baixa para detecção de tumores de próstata, sua realização é ainda assim muito importante, pois quando o paciente procura um médico para realizá-lo, o especialista também avalia outros aspectos da sua saúde durante a consulta. Mesmo assim, é importante mencionar que para quem ainda tem ressalvas quanto a sua realização, outros exames podem ser indicados, como a dosagem sanguínea do PSA, a Ressonância Magnética Multiparamétrica da próstata e, em alguns casos, também pode ser feita uma biópsia”, destacou.

Exames

O PSA é sempre solicitado e interpretado em conjunto com os resultados do exame digital retal, e serve para avaliar se há aumento de uma proteína que, em homens com doenças na próstata, ficam alteradas no sangue. Quando os métodos “de rastreio” estão alterados, o médico poderá solicitar outros exames complementares, como a Ressonância Magnética Multiparamétrica da próstata. Esse exame tem elevada capacidade de detectar lesões suspeitas na próstata, e está indicado em casos em que o médico pretende indicar uma biópsia, para planejar o procedimento. A biópsia costuma ser o último passo, sendo recomendada para confirmar a possibilidade de um câncer.

“Independen­temente do exame escolhido, o paciente precisa ficar tranquilo, pois o câncer de próstata tem diversas facetas. Isso significa que, mesmo em alguns casos em que o resultado é positivo, o tratamento vai depender da sua agressividade”, destacou Kayat.

O ideal é que um médico seja consultado pelo menos uma vez ao ano a partir dos 45 anos. Pessoas com histórico da doença na família ou diagnóstico anterior do problema devem começar o rastreio por volta dos 40 anos.

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