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Petrobras anuncia nova política de preços e baixa gasolina e diesel; queda será de R$ 0,03

Preços dos combustíveis serão analisados mensalmente por comitê. Foto: Eberly Laurindo

Motivada por preços mais baixos no exterior, pela queda no consumo de combustíveis no Brasil e pela maior concorrência com importadoras, a Petrobras anunciou ontem (14) redução do preço da gasolina e do diesel. Desde a 0h de hoje, o valor da gasolina cobrado das distribuidoras teve queda de 3,2% e o do diesel, 2,7%.

Segundo a Petrobras, o impacto no preço final dependerá de decisões de distribuidoras e de postos de combustível. A estimativa da estatal é de redução de R$ 0,05 por litro, mas o impacto deve ficar em R$ 0,03, projetou o Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).

O presidente da entidade, José Alberto Gouveia, atribuiu a projeção menor à alta recente nos preços do etanol, que sobem com a aproximação da entressafra da cana de açúcar. O gasolina vendida nos postos tem 27% do renovável na mistura.

“É complicado antecipar o desconto para o consumidor, porque (a queda efetiva) pode frustrá-lo muito”, disse Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica). A dirigente defende que, como componente da gasolina, o etanol não pode ser responsabilizado se o combus­tível não baixar de preço.

O motorista também vai precisar ter paciência. Historicamente, leva de quatro a seis semanas para o novo preço chegar aos postos, por causa dos estoques. A expectativa, no entanto, é que a queda no preço dos combustíveis tenha impacto positivo para o controle da inflação.

Para analistas, o alívio no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, deve ser de 0,06 a 0,10 ponto percentual no acumulado do ano.

Nova política

A Petrobras anunciou também mudança em sua política de formação de preços.

Um grupo composto por membros da diretoria avaliará mensalmente os preços praticados e as condições do mercado internacional.

Esse comitê – formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente; pelo diretor Financeiro, Ivan Monteiro; e pelo diretor de Refino, Jorge Celestino – decidirá mensalmente se aumenta ou baixa os preços dos combustíveis.

A petrolífera anunciou ain­da mudança no cálculo que faz para chegar ao preço cobrado. Será levada em conta a paridade internacional (os preços cobrados no exterior), que já inclui custos como frete de navios, transporte e taxas portuária. Uma margem, cujo valor não foi revelado, será adicionada em função dos riscos da operação. O nível de participação de mercado também será levado em consideração.

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