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Diplomata será novo porta-voz do governo

Parola foi porta-voz do ex-presidente Fernando Henrique. Foto: Arquivo

Após o jornalista Eduardo Oinegue ter negado ser porta-voz do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer (PMDB) escolheu, ontem (28), o diplomata Alexandre Parola para ocupar o cargo. Funcionário de carreira, Parola atuou em Genebra em missão da ONU (Organização das Nações Unidas) e foi porta-voz do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A escolha do diplomata ocorre cinco dias após a negativa de Eduardo Oinegue para o posto. Foi o jornalista que sugeriu ao presidente que o cargo fosse ocupado por um funcionário do Itamaraty.

Na quinta-feira (22), após a sua recusa, Oinegue chegou a divulgar uma nota em que diz ter apresentado a Temer “um conjunto de medidas” que, na sua visão, “melhoram a eficiência de comunicação do governo”. “Por se tratar de um tema complexo, com implicações em diversas áreas da administração pública, o presidente precisa analisá-lo com calma. O cargo de porta-voz é apenas um dos pontos do debate, e pode ser ocupado por um diplomata”, afirma o jornalista no texto.

Segundo a reportagem apu­rou, Temer estava com dificuldades para encontrar uma pessoa com “capacidade de comunicação” e “perfil neutro”, “sem desgastes”, na definição de um de seus auxiliares, e avaliou que Parola preenchia os requisitos necessários.

A função de porta-voz, remunerada com salário de cerca de R$ 14 mil, se deterá à produção e leitura de briefings, os quais serão formulados pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República). A pasta é comandada pelo jornalista Márcio de Freitas.

Eduardo Oinegue, que trabalha para a iniciativa privada, negou o convite justamente pelo cargo ser destinado a alguém que não será um formulador do governo.

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