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Motorista do Uber é assassinado na Capital

Um motorista do Uber foi assassinado na noite desta quinta-feira (22) na região do Sacomã, zona sul de São Paulo, por uma pessoa que estava dentro do veículo. Levou um tiro e quatro facadas. A suspeita é que fosse alvo de um assalto e que o criminoso seja o próprio passageiro que solicitou a corrida. Testemunhas relataram ter ouvido tiros e visto o corpo sendo jogado para fora do carro na rua Antonio de Lotufo, por volta das 22h.

Osvaldo Luis Modolo Filho, 51, foi socorrido com vida ao hospital, mas não resistiu. O carro que dirigia, do modelo Captiva, foi roubado, mas a polícia encontrou o veículo próximo ao local do crime, batido em uma árvore e no portão de uma residência.

A Secretaria da Segurança disse que fazia diligências para “prender e identificar os autores do crime”. Em nota, o Uber disse que vai colaborar com as investigações.

Osvaldo completou 51 anos na terça (21), um dia antes de morrer. Estava no segundo casamento e tinha três filhos, todos com a primeira mulher. Trabalhava com sistemas eletrônicos e passou a se dedicar exclusivamente ao Uber em março deste ano, depois que ficou sem emprego. Há menos de um mês, comprou um modelo Captiva e passou a dirigir na modalidade Black do aplicativo, com carros mais luxuosos e corridas mais caras, segundo o amigo Jorge Ruo, também motorista, que conheceu Osvaldo em uma pós-graduação em administração.

“Era um professor para os colegas mais novos”, diz Ruo, que conversou com Osvaldo pela última vez às 19h. “Quando entrou para o Black, a gente brincou que ele tinha ficado rico”, diz o amigo Ailton de Moraes, também motorista.

Dinheiro

Segundo os amigos, o passageiro pediu para pagar a corrida em dinheiro, modalidade aceita pela empresa desde junho. Procurado, o Uber não comentou. “A gente começou a ter muito relato de assalto depois que começaram a aceitar pagamento em dinheiro”, reclama Moraes.

Motoristas do aplicativo fizeram, na tarde de ontem (23), um “buzinaço” no Pacaembu contra o pagamento em dinheiro, que, segundo os condutores, os deixa mais vulneráveis, uma vez que o cadastro pede menos informações, dificultando rastrear quem pede a corrida.

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