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116 milhões sem um prato de comida

O governo irresponsável de Jair Messias Bolsonaro conseguiu o que parecia impossível de acontecer: colocar mais de metade da população brasileira em uma situação de não ter o básico para comer diariamente.

Um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) revelou que 116,8 milhões de brasileiros e brasileiras estão em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil. O número, que é mais da metade do número de brasileiros, engloba pessoas que não se alimentam como deveriam, com qualidade e em quantidade insuficiente.

Dos 116 milhões apresentados na pesquisa, 43 milhões já não contavam com alimentos mínimos para suas necessidades diárias e 19 milhões passam fome, a maior taxa desde 2004.

Esses números refletem as dificuldades impostas pela pandemia e a queda abrupta nas atividades econômicas, mas revelam também a incompetência de um presidente especialista em piadas sem graça e em declarações infelizes e mentirosas.
Ao contrário de um líder de verdade, o atual presidente demorou para pagar auxílio-emergencial para os que mais precisam: só fez isso depois de extrema pressão dos parlamentares da oposição, principalmente do PT, quando a pandemia já matava mais de mil pessoas por dia no Brasil.

Depois de pagar R$ 600 mensais no ano passado, deu de ombros para os problemas da população e só voltou a transferir algum valor em abril de 2021: os R$ 150 mensais, graças à inflação e à alta desenfreada de produtos da cesta básica, já não são capazes de encher nem mesmo uma cesta de mercado.

Com Bolsonaro no poder isso parece longe de voltar a acontecer, mas o Brasil já esteve entre as 10 maiores economias do mundo. O país se destacava pela redução dos índices de desnutrição: quase 40 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza extrema pelos go­vernos Lula e Dilma.

Isso se deve, em grande medida, ao sucesso de programas sociais como o Bolsa Família, fortalecido pelo PT, responsável por retirar milhões de pessoas do mapa da fome. O IBGE mostra que a desnutrição caiu 82% entre 2002 e 2013.

Bolsonaro, com a infelicidade que lhe é peculiar, abriu a boca no ano passado para falar mais uma de suas pérolas: “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com um físico esquelético como a gente vê em alguns ou­tros países aí pelo mundo”.

Bolsonaro deve viver em outro país. Talvez no país das rachadinhas, no país dos amigos laranjas, no país das milícias ou no país do genocídio. Mas com certeza ele mostra que não é preparado para gover­nar um Brasil repleto de problemas criados por ele e seus ministros irresponsáveis.

Luiz Fernando é deputado
estadual pelo PT (SP)

*O texto é de responsabilidade do autor e não reflete a opinião do Diário Regional

um comentário

  1. olha quem está fazendo as criticas, como se nada houvesse acontecido na era PT, parece que ele acordou agora. Se, não houvesse tanta corrupção, a maior da história, haveria dinheiro para resolver os problemas do Brasil –

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