Artigo, Serviços

100 Dias Sem Governo

100 Dias Sem Governo. Foto: Arquivo
. Foto: Arquivo

Enquanto muitas cidades fazem seus balanços dos 100 primeiros dias de governo, São Caetano envergonha-se dos 100 dias sem governo, fruto da maior mentira de sua história contada nas últimas eleições. São 100 dias sem prefeito legítimo, 100 dias sem planejamento, 100 dias de incertezas. Uma grande mentira! Ano passado nosso povo foi enganado por aqueles que ainda tinham um resquício de credibilidade. Eis São Caetano do Sul!

Enquanto prefeitos cuidavam das restrições para evitar o alastramento do vírus, aqui fazia-se vista grossa. Enquanto prefeitos responsáveis preparavam suas cidades e protegiam seus moradores para enfrentar a pior fase da pandemia, aqui buscava-se a justiça para voltar a Fase Laranja e abrir bares e baladas. Também, como esperar planejamento de alguém que não sabe se ao acordar continuará no cargo de prefeito? Planejar a cidade de que jeito? Alguém escolhido horas antes de tomar posse? Que não tem a menor ideia do futuro no próprio cargo? Resta aproveitar os dias de glória e fazer umas selfies nos drive-thrus de vacinação. Nem mesmo os secretários municipais sabem a quem responder.

Nosso povo é quem mais sofre com a grande mentira eleitoral. Hoje a orgulhosa São Caetano do melhor sistema de saúde da região já não consegue se livrar da triste marca de recordista em mortes por covid. A rica São Caetano tem pessoas morrendo na fila de espera por uma UTI. Mal não consegue estender a mão e auxiliar financeiramente seu povo e seus empreendedores. A generosa São Caetano não distribui mais cestas básicas como fazia na época da eleição. Nossa pujante São Caetano não é mais capaz de enxergar uma luz no fim do túnel depois de 100 dias sem governo.

Que cidade teremos no pós-pandemia? Quais são os projetos, auxílios e programas que estão sendo desenvolvidos? O que está sendo preparado para o nosso povo? Ao que parece nada! Ou quase nada, já que indicados políticos estão sendo contratados aos montes e com pomposos salários bancados por nossos impostos. E ao povo? Ao povo resta chorar seus mortos, usar máscara, álcool gel e manter o distanciamento social.

Fabio Palacio

*O texto é de responsabilidade do autor e não reflete a opinião do Diário Regional

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*