Domingo, 5 de Setembro de 2010
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Copom observa redução no risco de crescimento da inflação

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada ontem, destacou que são decrescentes os riscos de cenário de aumento da inflação. A ameaça, afirma o documento, é derivada da expansão da demanda doméstica por bens e serviços, em descompasso com a respectiva oferta.

“É plausível afirmar, entretanto, que os fatores que sustentam esses riscos mostram desaceleração na margem”, afirma o documento, que traz a justificativa para o abrandamento do aperto monetário promovido pelo BC. Na semana passada, o comitê elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, após duas elevações consecutivas de 0,75 ponto em abril e em junho deste ano. O Copom eleva a Selic para controlar a inflação, em ambiente de aquecimento da economia.

No documento, o órgão destaca que houve recuo nas projeções de inflação. “O Copom considera que esse processo deva ser intensificado e, para isso, precisam ser revertidos os sinais de persistência do descompasso entre a expansão da demanda e da oferta – que, em última instância, tendem a aumentar o risco para a dinâmica inflacionária.”

Menos intenso
O Copom também avalia que a atividade econômica brasileira está em ritmo menos intenso do que o observado no início do ano. Para sustentar a avaliação, os diretores do Banco Central lembram que os números sobre comércio, estoques e produção industrial evidenciam essa percepção. Além disso, há “sinais de expansão mais moderada da oferta de crédito, em especial para pessoas físicas”.