Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Torcidas desaprovam mudanças no estatuto

Fotografo Após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as modificações na Lei 10.671/03, que regulamenta o Estatuto do Torcedor, configura crime os atos de vandalismo, venda ilegal de ingressos e brigas entre as torcidas. Divulgadas no Diário Oficial, as regras já são válidas para as partidas de hoje. O plano de ações para reduzir a violência nos estádios foi lançado em março de 2009 pelo Ministério dos Esportes, de olho no mundial de 2014.

Entre as principais alterações do estatuto está a fixação de lista na porta dos estádios com o nome de torcedores impedidos de acompanhar as partidas nas arquibancadas. Diretores de torcidas organizadas devem responder civilmente (quando se é obrigado a reparar economicamente os danos por causados à esfera juridicamente protegida de outrem), pelos danos causados por qualquer de seus associados no local do jogo ou no perímetro de cinco quilômetros. As agremiações que praticarem violência também podem ser impedidas de comparecer aos campos no período de três anos.

Diretor de caravana da Torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, Sérgio Luiz Otsuka afirmou que a agremiação realiza reuniões de conscientização contra a violência para os novos associados e discorda da punição aos diretores. A entidade registra 18.358 sócios cadastrados no Estado de São Paulo, que contribuem com R$ 5 para a confecção de bandeiras, que também passaram a ser proibidas com as novas regras.

“Como vamos ser responsabilizados por atos isolados de algumas pessoas que fazem parte do quadro de torcedores? A violência está na sociedade e não temos controle sobre isso. Dentro das agremiações existe oposição, e nada impedirá que um grupo da torcida haja para prejudicar a diretoria”, declarou Otsuka.

Reuniões de conscientização contra a violência, campanhas de doação de sangue, agasalhos e alimentos acontecem uma vez por mês na subsede do ABC da Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians. A entidade registra 92 mil sócios no Estado de São Paulo, sendo 15 mil na região. O secretário da regional, conhecido como Cofap, também é contra a punição da agremiação. “Não podemos julgar a torcida por ato isolado. Se algum integrante da Gaviões for flagrado cometendo violência, será expulso.” (Mais informações no caderno Esportes, página 8)