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DA REPORTAGEM LOCAL
PARA O DIÁRIO REGIONAL
Subiu para 40 o número de candidatos do ABC com pedidos de impugnação feitos pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), segundo levantamento realizado ontem pela reportagem do Diário Regional.
A lista teve o acréscimo de sete nomes. Três são de Mauá e dois, de Santo André. São Bernardo e Rio Grande da Serra têm um postulante cada.
Em Mauá, os novos nomes com pedido de impugnação divulgados pela PRE são Diniz Lopes (PR) e Márcio Chaves (PT), ambos concorrentes à Assembleia Legislativa. O pedido contra Diniz diz respeito à rejeição das contas da Câmara de Mauá relativas a 2004. Na época, a Casa era presidida pelo republicano.
A justificativa da Procuradoria para a denuncia é a caracterização de ato de improbidade administrativa. Segundo o órgão, Diniz teria se valido da condição de chefe do Legislativo para conceder vantagens aos parlamentares, como auxílio-moradia e 13º salário. “Ainda não recebi notificação da denúncia, mas tenho toda a documentação para minha defesa. Essa causa já está ganha. Não terei problemas para resolver isso”, garantiu.
No caso de Chaves, a PRE resgatou rejeição das contas da empresa de Saneamento Básico de Mauá (Sama) em 2000 e 2001, quando o petista era superintendente da autarquia. As finanças da empresa foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a “irregularidades em anulações de empenho e cancelamentos de restos a pagar”.
Como defesa, o petista afirmou que ainda não foi notificado da acusação e que não cometeu nenhum ato de improbidade. Segundo Chaves, não houve dolo ou prejuízo à Sama no período em que dirigiu a autarquia. “Estou em fase de recurso. Vou encaminhar a defesa dentro do prazo estabelecido pelo TRE. Não tenho dúvida de que será revertido”, disse.
Falta de certidões
Com apenas dois candidatos a cargos proporcionais e até então a única cidade da região a não ter registros contestados pela PRE, Rio Grande da Serra entrou na “malha fina” com o aspirante à Câmara Federal Valmir Ferreira, o Copina (PSC), apontado como inelegível por falta de certidões de antecedentes criminais. “Não fui informado oficialmente. O partido tomou conhecimento e providenciou a certidão que faltava. Agora posso continuar a campanha normalmente”, afirmou, discordando da lista da PRE. “Só permite que o eleitor fique confuso. Afinal terei minha candidatura regularizada rapidamente.”