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CLAUDUA MAYARA, BEATRIZ PRADO E VLADIMIR RIBEIRO
PARA O DIÁRIO REGIONAL
Santo André, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires obtiveram parecer favorável do Grupo Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (Gepac), na quarta-feira, em Brasília, para os projetos indicados ao Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). As 20 ações pré-selecionadas podem render investimento de R$ 359,5 milhões ao ABC. Os recursos serão destinados às áreas de habitação, drenagem, saneamento e obras. O próximo encontro está marcado para agosto, quando os municípios apresentarão projetos básicos, licenças ambientais e cronogramas técnico-financeiro.
Com R$ 143,7 milhões, Santo André poderá ser a cidade da região com a maior quantidade de verba. Do total, R$ 39,8 milhões serão utilizados na urbanização e construção de moradias dos núcleos Pedro Américo/Homero Thon e Nova Centreville, beneficiando 984 famílias. Os outros R$ 103,9 milhões devem ser encaminhados para projetos de drenagem do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental (Semasa). As ações preveem a construção de reservatório de água no Jardim Ipanema e a recomposição estrutural e hidráulica do córrego Guaixaya, no Parque Novo Oratório.
Dos R$ 83 milhões pleiteados por Diadema, R$ 47 milhões têm como destino as obras do núcleo Cazuza e região, área de manancial do núcleo Joquei e Carapeba, no bairro Eldorado, e os 11 comunidades que estão situadas às margens da rodovia Imigrantes. “Neste último, provavelmente teremos ajuda do governo do Estado”, comentou o prefeito de Diadema Mário Reali. Os outros R$ 20 milhões serão gastos em intervenções de drenagem e manejo dos córregos Canhema e Grota Funda, no Eldorado. Os R$ 16 milhões restante serão empregados em saneamento e melhorias no abastecimento de água. “Não pedimos nada absurdo, mas o número de projetos pré-selecionados no ABC ultrapassa a quantia destinada à região ”, comentou o prefeito.
Mauá solicitou R$ 40,8 milhões para realização de três projetos. Na habitação, os recursos destinam-se à urbanização do Jardim Cerqueira Leite, onde está prevista a construção de 400 moradias, que beneficiarão 1,4 mil pessoas. O município quer realizar intervenções na Marginal Tamanduateí, até a entrada do Jardim Zaíra, para prevenir deslizamentos no período das chuvas. Em relação ao saneamento, espera-se concretizar o terceiro centro de reservação de água.
A secretária de Planejamento Urbano de Mauá, Josiane da Silva, está otimista sobre a aprovação final. “Apresentamos propostas enxutas e modernas. Os ganhos serão imensuráveis para a população”, declarou.
Em Ribeirão Pires, os projetos de R$ 10 milhões preveem pavimentação, drenagem e instalação de ciclofaixas.
Projetos da CDHU
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) também apresentou projetos para o PAC 2. Uma das cinco iniciativas pré-selecionadas pode ser de Santo André. Com recursos de R$ 82 milhões, urbanização, construção de moradias e regularização fundiária no Jardim Santo André beneficiará 2.187 famílias diretamente e outras 9 mil de forma indireta. A previsão de conclusão das obras é 2015.
A aprovação definitiva será divulgada em setembro e o começo das intervenções está previsto para 2011. As prefeituras de São Bernardo, São Caetano e Rio Grande da Serra não responderam à reportagem até o fechamento desta edição.