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ANDERSON AMARAL
DE SÃO PAULO PARA O DIÁRIO REGIONAL
O coordenador de Relações Institucionais da Agência de Desenvolvimento Econômico, Luiz Almeida, afirmou ontem que o projeto do Polo Tecnológico do ABC corre o risco de, pela segunda vez, não receber o aval do governo do Estado. O novo pedido de pré-credenciamento foi entregue ontem, na Capital, ao secretário paulista de Desenvolvimento, Luciano de Almeida, sem a comprovação dos 200 mil metros quadrados mínimos exigidos pelo Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) para aprovar o empreendimento.
Segundo o coordenador da Agência, a documentação entregue traz, como áreas livres gravadas – ou seja, reservadas para receber o Polo – terrenos de 28,7 mil metros quadrados em Rio Grande da Serra e de 27,3 mil metros quadrados em Ribeirão Pires. A lista inclui também espaços ocupados pela Incubadora de Empresas Barão de Mauá e pelo Instituto de Tecnologia de São Caetano – que, juntos, somam 4 mil metros quadrados.
Outras áreas são citadas no documento, como a do Espaço Cerâmica, em São Caetano, e a de terreno prospectado para receber um centro de convenções em São Bernardo. O primeiro tem apenas 100 mil metros quadrados livres (o restante está reservado para moradias, shopping e parques públicos), enquanto o segundo soma 500 mil metros quadrados. Nos dois casos, porém, as áreas não estão reservadas para o Polo – há apenas cartas de intenções nesse sentido.
Luiz Almeida reconhece que há risco de o governo do Estado exigir nova comprovação de áreas para o empreendimento. “A Secretaria pode pedir a gravação de todos os terrenos”, disse, destacando que, em fevereiro deste ano, quando o primeiro pedido de pré-credenciamento foi entregue, o então secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, autorizou a inclusão de áreas ocupadas por laboratórios e institutos de pesquisa, para uso do Polo. “Essas áreas somam mais de 200 mil metros quadrados”, garantiu o coordenador da Agência.
Nesse universo há doações de áreas da Universidade Federal do ABC (UFABC), da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), da Universidade de São Caetano (USCS), da Fundação Santo André e da Fundação Educacional Inaciana (FEI), entre outras.
Nova análise ä
Agora, a proposta será submetida à nova análise da Secretaria. O coordenador da Agência acredita que o pedido será aprovado, pois prevê que novas áreas serão agregadas à iniciativa na concepção do estudo de viabilidade econômica, próximo passo após o credenciamento.
“Mauá, por exemplo, ainda não encaminhou as áreas disponíveis, porque aguarda a conclusão das obras do rodoanel. Há muitos terrenos na cidade, sobretudo no bairro Sertãozinho.”