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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Cembranelli é confirmado no caso Celso Daniel

Fotografo O promotor de Justiça Francisco Cembranelli está confirmado na promotoria do caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. O advogado integrará a equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do ABC. A confirmação foi dada ontem ao Diá­rio Regional pela promotora Eliana Vendramini. O convite para ajudar na acusação foi feito pelo procurador geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella, no início do mês.

Cembranelli ficou nacionalmente conhecido após comandar as investigações da morte da menina Isabella Nardoni, em março de 2008. O promotor conseguiu provar a participação do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta da menina, Ana Carolina Jatobá, no homicídio. “A competência dele já era conhecida no Ministério Público. É muito experiente, um especialista. Com certeza, a ajuda dele só vem a somar”, afirmou Eliana.

A participação de Cembranelli é um dos motivos do pedido de adiamento do primeiro júri popular de acusados da morte de Celso, que seria realizado na próxima terça-feira, mas ficou para 18 de novembro. “O Cembranelli não estará no Brasil nesse dia. Por isso resolvemos pedir o adiamento”, disse a promotora. “O adiamento foi feito em comum acordo com a defesa”, completou. O primeiro réu a ser julgado é Marcos Roberto Bispo do Santos, o Marquinhos, acusado de ter assassinado Celso.

Segundo Eliana, o juiz de Itapecerica da Serra, Antonio Augusto Galvão de França Hristov, marcou a data mais próxima que existia na agenda. “A ideia era não postergar o processo. O juiz sempre foi muito dedicado e nos ajudou ao marcar nova data o quanto antes”, explicou Eliana.

Outro problema que motivou o adiamento do júri foi a saúde de Eliana, que estava de licença médica até a semana passada. “Fiz operação muito delicada e isso também prejudicou o processo, mas agora já está correndo normalmente”, explicou.

Celso Daniel foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002, quando saia de um restaurante na Capital. Dois dias após o sumiço, o corpo do prefeito foi encontrado em uma estrada de Juquitiba, na Grande São Paulo. O empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que estava com o ex-prefeito no momento do sequestro, também foi indiciado como co-autor do crime. O Ministério Público trata o caso como crime político, enquanto a Polícia Civil acredita que foi um homicídio comum.