Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Saúde aumenta imunização contra hepatite B

Fotografo O Ministério da Saúde lançou plano de trabalho para conter o avanço de casos de hepatite B no país. Jovens e adultos com até 24 anos passarão a receber a dose da vacina a partir do próximo ano. O medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) era indicado apenas para pessoas com até 19 anos.

Os principais tipos conhecidos da doença são A, B e C. Comum em crianças, a hepatite A pode ser contraída com a ingestão de alimentos e líquidos contaminados, ou por meio do contato com fezes.
De acordo com o professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, Hélio Vasconcellos Lopes, a doença é causada por vários tipos de vírus que provocam infecção no fígado. “A forma principal de prevenção contra os tipos A e B é evitar o contato com sangue contaminado e usar preservativo durante a relação sexual”, explicou o infectologista.

Entre os adultos os casos mais comuns são os do tipo B. O Ministério da Saúde revelou que de 1999 a 2009 foram confirmadas 96.044 ocorrências da enfermidade e a maior concentração ocorre na faixa etária de 20 a 39 anos. Para o tipo C, o total de registros no mesmo período é de 60.908.

Os cuidados para evitar o con­tágio devem ser redobrado para profissionais em contato com o sangue, como dentistas, tatuadores, manicures e podólogos, que devem utilizar luvas descartáveis e esterilizar os equipamentos utilizados.

Principais sintomas
De acordo com o especialista, os principais sintomas da hepatite são a alteração da cor dos olhos, que fica com o tom amarelado, o escurecimento da urina, as fezes esbranquiçadas e a sensação de enjoo. “Solicitamos o exame sangue de acordo com o histórico e os sintomas apresentados pelo paciente”, afirmou Lopes.

Sem tratamento adequado, os tipos B e C podem evoluir para o câncer de fígado e cirrose hepática, que não têm cura. O infectologista afirmou que a hepatite A é a mais fácil de ser cuidada, já que sara sem a necessidade do uso de medicamentos. “Os tipos B e C, quando estão em estágio avançado, debilitam o paciente. São aplicadas duas injeções por semana que apresentam efeitos colaterais como a sensação de gripe permanente”, explicou o professor.

A Prefeitura de Ribeirão Pires promoveu, ontem, palestras nas Unidades Básicas de Saúde do município sobre sintomas, prevenção e tratamento de hepatite. Em São Bernardo a administração informou que fará debates sobre o assunto na cidade entre os dias 8 de agosto e 5 de setembro. Em maio, a Secretária de Saúde de Mauá orientou 95 profissionais da área sobre o tema para potencializar o programa de controle de hepatites desenvolvido na cidade.