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Salles
dispensa ‘oba-oba’ e aposta
em campanha humana
anderson
amaral
PARA O DIÁRIO
REGIONAL
Sem
assessores, correligionários ou
"sallesetes"
empunhando bandeiras, o
candidato a prefeito da
coligação Santo André do
Bem, Raimundo Salles (DEM),
tem caminhado em núcleos
habitacionais e centros
comerciais quase sempre
acompanhado apenas da presidente
municipal do PMN, Juceline de
Mello Braz, e de um fotógrafo.
Ao contrário de outros
prefeituráveis, sempre cercados
de vários assessores, o
democrata entende que a
abordagem mais
"intimista" pode
favorecê-lo na disputa pelo
voto do andreense.
"Infelizmente,
o eleitor está cansado dos
políticos. Quando o candidato
chega com o aparato de bandeiras
e carro de som, acaba
afugentando o munícipe. O
oba-oba assusta as
pessoas", afirmou o
prefeiturável, destacando que a
estratégia de campanha foi
"inspirada" na do
prefeito Celso Daniel, morto em
2002. O expediente tem sido
usado também pelo candidato da Frente
de Esquerda em Santo André,
Ricardo Alvarez (PSol).
Troca
de informações
O
democrata acredita que, nos
núcleos habitacionais, a
aproximação entre as
residências favorece a troca de
informações entre os
moradores. "A população
quer um candidato que venha ao
local onde reside para conhecer
seus problemas. Se converso com
um morador e consigo
conquistá-lo pela simpatia e
propostas de governo, ele
certamente vai comentar (a
abordagem) com os
vizinhos", afirmou o
prefeiturável, destacando que
quer ser reconhecido como um
"candidato humano".
Ontem,
Salles visitou a travessa
Chicago, anteriormente conhecida
como Núcleo do Búfalo, em
Utinga. Conversou com moradores,
comeu uma tapioca comprada de um
ambulante e ouviu reclamações
- sobretudo em relação à
iluminação, que só alcança
metade do beco, e ao muro que
estreita à viela. "A
prefeitura deu um nome (ao
beco), mas não derrubou o
muro. Continua estreito e sem
iluminação. À noite, é uma
escuridão só", disse o
pedreiro Antônio Carlos
Gonçalves dos Reis.
"Trata-se
uma região carente, sujeita a
enchentes e que foi invadida por
promessas da atual
administração que nunca foram
cumpridas, a exemplo do que
ocorre em toda a
periferia", comentou
Salles.
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