Ponto de Vista
Adoçantes
e diferenças
A
redução da quantidade máxima
de uso de sacarina e ciclamato
em alimentos e bebidas do tipo
diet e light, determinada
recentemente pela Anvisa
(Agência Nacional de
Vigilância Sanitária), é um
indicativo de que o governo pode
estar seguindo regras de outros
países com relação ao consumo
desses adoçantes químicos
artificiais.
A
sacarina, por exemplo, é
proibida no Canadá, e o
ciclamato, nos Estados Unidos.
Uma das principais razões que
levou à adoção dessa medida
pelo órgão foi a alta
presença de sódio em ambos os
edulcorantes. A substância é
condenada pela OMS
(Organização Mundial de
Saúde). De acordo com a Anvisa,
o sódio é inserido nas
fórmulas desses adoçantes para
realçar o sabor dos alimentos.
Com isso, o consumo em grandes
quantidades seria prejudicial à
saúde, principalmente aos
hipertensos.Na esteira da
restrição de uso da sacarina e
do ciclamato, a agência
autorizou o uso no País dos
edulcorantes taumatina,
eritritol (ambos adoçantes
naturais) e o neotame (adoçante
químico artificial) em
alimentos.
As
três novas substâncias
juntam-se a outros tipos de
adoçantes já utilizados no
Brasil, como o aspartame,
sucralose (ambos químicos
artificiais), frutose e stévia
(estes naturais). Essa gama de
adoçantes no mercado brasileiro
é mais uma prova do aumento do
consumo no país de produtos
mais saudáveis alojados na
categoria diet e light –
calcula-se em 10% o crescimento
anual do consumo de alimentos e
bebidas nessa classe de
itens.Porém, isso não invalida
a preocupação em escolher
produtos que contenham
edulcorantes. E no conjunto de
adoçantes disponíveis no
mercado, aqueles essencialmente
naturais tornam-se ainda mais
adequados na busca de melhor
qualidade de vida.
É
o caso da stévia. Na década de
80, o Brasil desenvolveu
bastante a extração do poder
desta planta, um adoçante
natural, fazendo com que ela
conquistasse mercado entre os
edulcorantes e passasse a ser
até exportado para outros
países.Neste universo crescente
de adoçantes dietéticos,
começa a ser relevante
distinguir aqueles que podem ser
mais completos à sua saúde. As
diferenças estão cada vez mais
visíveis.
Helena
Meneguetti Hizo - Diretora de
Pesquisa e Desenvolvimento da
Steviafarma Industrial.
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