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Rodízio
de caminhões reflete em vias no
ABC
vladimir
ribeiro
PARA O DIÁRIO
REGIONAL
Um
grupo que seria formado por
dissidentes dos Carecas do ABC
ou ainda do movimento Rappers
está atacando adolescentes,
conhecidos como Emo, que se
encontram todos os sábados em
frente ao Shopping ABC, em Santo
André. A nova onda de ataque,
também contra homossexuais,
traz à tona um antigo problema
da região, que são as gangues
de rua, que ganharam notoriedade
com os Carecas do ABC e que
preocupam toda a sociedade.
Um
dos adolescentes, que não quis
se identificar e que estava em
frente ao shopping dia 26,
quando ocorreu o confronto entre
os jovens, conta que esta não
é a primeira vez que brigas
acontecem e que em outras
ocasiões já apareceram pessoas
armadas. "Essa foi a mais
violenta que já presenciei lá.
Agora que um amigo foi para o
hospital, talvez façam alguma
coisa", disse.
Relatos
do jovem dão conta de que uma
turma de 50 pessoas, que se
autodenominavam "Família
13", chegou ao local de
concentração dos Emos com
gritos de guerra. "Eles
diziam que iriam acabar com
todos os gays e negros da cidade
e espancaram várias
pessoas", afirmou.
Visual
diferenciado ä
Emos
são jovens, geralmente com
idade entre 14 e 16 anos, que
gostam de se tornar populares no
início desta década e se
caracterizam pelo comportamento
emotivo e tolerante, e pelo
visual, que consiste em trajes
pretos, listrados, tênis,
cabelos coloridos e franjas
caídas sobre os olhos. Muitos
dos adolescentes desse grupo
são homossexuais.
Um
dos integrantes da organização
não-governamental (ONG) Ação
Brotar pela Cidadania e
Diversidade Sexual (ABCD´s),
Marcelo Gil afirma que muitos
dos jovens que presenciaram a
briga entraram em contato com a
entidade relatando o fato.
Segundo Marcelo, as denúncias
feitas foram encaminhadas à
Delegacia de Crimes Raciais e
Delitos de Intolerância (Decradi).
Gil
relatou que procurou os jovens
que foram agredidos para que
registrassem queixa na polícia,
mas que estes foram impedidos
pelos pais até de saírem de
casa nos próximos dias.
"Isso é uma questão de
liberdade de expressão. Esse
jovens não podem ficar
trancados em casa por conta
disso", afirmou.
O
delegado seccional de Santo
André, Luiz Carlos dos Santos,
afirmou que se os jovens não
registrarem queixa não há o
que a polícia fazer. "Há
muito tempo não recebemos
notícias de violência de
gangues na região, mas é
necessário que as pessoas
venham relatar o que aconteceu
para facilitar o nosso
trabalho", ressaltou.
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