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Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Claudia Maiara

Famílias de R.Pires estão apreensivas


Tristeza e luto ainda cercam a rua Anchieta, no Jardim Santo Bertoldo, em Ribeirão Pires, após uma semana do desmoronamento de terra que matou três pessoas da mesma família. Vizinhos da tragédia vivem apreensivos e temem
que outras tempestades causem novos deslizamentos.


Além das constantes chuvas, o terreno possui mina de água que deixa a área a i n d a m a i s e n c h a r c a d a
e vulnerável a outros acidentes.


Os fundos d a c a s a d o aposentado Elpides Molica de Andrade, onde há oito dias era uma área de lazer com jardim, churrasqueira e diversão, se transformou em barranco, troncos de árvore caídos e motivo de alerta. “Improvisamos uma
cama na sala e a qualquer sinal de perigo corremos.


Esta semana acordamos com o barulho do muro dos fundos caindo. Temos medo de ficar, mas não temos para onde ir”, explicou. De acordo com a prefeitura, a retirada da terra e do entulho que desceu do barranco, vitimando as irmãs Ana Lídia,
8 anos, e Ana Maria, 14, além da mãe Analice de Oliveira Santos, depende, fundamentalmente, da diminuição das chuvas. A instabilidade do solo e o risco de novos deslizamentos impedem a remoção imediata.


No entanto, foi realizada d r e n a g e m das águas que se acumularam no local por conta do desmoronamento.

A tragédia aconteceu nos fundos da casa de Isaltino de Oliveira Moreira, pai de Analice. Desde então, o aposentado
está morando com o cunhado. “Se minha casa não tivesse a lavanderia, com certeza eu e minha mulher estaríamos mortos também”, disse. O aposentado afirmou que não voltará a morar no mesmo endereço. Depois de reformada, a casa será vendida

.
O Jardim Santo Bertoldo, assim como o Mirante, Itacolomy, Rancho Alegre e Morro de Santo Antonio, recebeu, esta semana, vistoria da equipe técnica do Instituto Geológico de São Paulo. O estudo servirá para subsidiar com maior solidez os levantamentos realizados pela prefeitura sobre as intervenções emergenciais necessárias em vários pontos da cidade.
Desde dezembro até a última terça-feira foram registradas 754 ocorrências.


O índice representa 82,5% a Administração diz que retirada de terra e entulho depende, fundamentalmente, da diminuição das chuvas mais em atendimentos realizados no período de chuvas de dezembro de 2008 a março de 2009. Desse total, 262
concentraram-se entre os dias 20 e 26 deste mês.

 
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