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Quarta-feira,
13 de janeiro de 2010
Vladimir Ribeiro
Moradores fazem protesto no Paço
Municipal
.Cerca de 400 moradores do Jardim
Santo André, em Santo André, promoveram passeata pela avenida
Perimetral,
uma das principais da cidade, para reivindicar rapidez na assinatura
do convênio entre a Prefeitura de Santo André e a Companhia de
Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), que vai realocar cerca
de 1,9 mil famílias que residem em áreas de riscos.
Entre os gritos de protestos e histórias de vida, estava o
aposentado Raul Giral, que há oito meses reside no bairro e já
recebeu a intimação judicial para deixar sua casa. “Não tenho para
onde ir e nem a quem recorrer. Com o que estão oferecendo não
consigo fazer nada”, disse, fazendo referência aos R$ 4,5 mil que a
CDHU disponibiliza
como indenização.
Esse também é o caso do garçom Marcos Roberto Gonçalvez, que afirmou
estar há uma semana sem trabalhar
procurando imóvel para alugar. “Recebi a intimação para sair da
minha casa até o dia 20. Moro lá há quase dez
anos e agora tenho esse problema.
Não sei o que fazer”, ressaltou. Os manifestantes se concentraram em
frente ao prédio da prefeitura e comissão
formada por cinco moradores foi recebida pelo secretárioadjunto de
Desenvolvimento Habitacional e Urbano, Omar
Lopes dos Santos. Depois de quase uma hora, alíder comunitária
Valdinéia Silva Cruz informou “que a assinatura
do convênio deve acontecer amanhã e que caso não seja formalizada a
parceria, novas manifestações devem
acontecer.
O secretário afirmou que todas as famílias que estão em áreas de
risco vão ser atendidas pelo convênio. “Inclusive
as nove que estão no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia”, disse.
Para Santos, essas manifestações
são normais, pois a situação causa apreensão.
Afirmou também que a administração entrou em contato com a CDHU para
que as remoções fossem paralisadas,
mas ate o fechamento desta edição a estatal não havia enviado
resposta à administração municipal |