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Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Sao Paulo

Após seis meses, Lei Antifumo reduz índice monóxido de carbono em 73,5%

Frequentadores e empregados de casas noturnas paulistas foram os mais beneficiados pela lei estadual Antifumo, que há seis meses proíbe o consumo de derivados de tabaco em ambientes fechados de uso coletivo. Nesses locais, houve redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono. É o que aponta estudo detalhado realizado pelo Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos do Estado.

Nas casas noturnas, o nível de monóxido de carbono ambiental em áreas totalmente fechadas antes de a legislação entrar em vigor era de 5,02 ppm (partes por milhão). Hoje a taxa caiu para 1,35. Já a medição realizada em trabalhadores não fumantes apontou queda de 52,6% na contaminação do organismo por CO2, cuja média passou de 7,22 ppm para 3,29.

Desde o dia 7 de agosto, quando a Lei Antifumo entrou em vigor, já foram realizadas mais de 219 mil ações de fiscalização por parte da Vigilância Sanitária e do Procon. Foram aplicadas 761 multas em todo o Estado. Como vem ocorrendo desde o princípio, o nível de cumprimento da lei segue superior a 99%.

A Lei Antifumo proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas. A nova legislação alinhou São Paulo com a tendência internacional de combate aos males causados pelo tabagismo, principalmente em relação ao fumo passivo. E serviu de exemplo para diversos Estados e cidades do país, que vêm aprovando legislações semelhantes, por ambientes fechados de uso coletivo livres do tabaco.

 

 
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