PSB vive crise de identidade três anos após morte de Campos | Diário Regional

PSB vive crise de identidade três anos após morte de Campos

12/08/2017 3:28
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Presidente da sigla, Carlos Siqueira se diz parte da “ala ideológica” do partido. Foto: DivulgaçãoCom o vácuo de liderança deixado pelo presidenciável Eduardo Campos, cuja morte completa três anos amanhã (13), o Partido Socialista Brasileiro se vê na iminência de uma debandada, às voltas com divergências internas e discordâncias sobre os rumos programáticos. Agregador e com visibilidade, Campos atraiu nomes dificilmente identificáveis com a bandeira socialista e que hoje puxam a fila de dissidências – com Heráclito Fortes (PI) à frente, mais de dez deputados dizem estar com “a faca nas costas” e devem migrar para o DEM.

Ruralistas filiados por Campos hoje batem cabeça com “socialistas históricos” como o presidente da sigla, Carlos Siqueira, em debates como o das reformas econômicas. A decisão de votar a favor da denúncia contra Michel Temer coroou a divisão pessebista na Câmara.

O presidente se diz parte da “ala ideológica” do partido, que tenta preservar a memória de Miguel Arraes (1916-2005) e o programa histórico do PSB. Afirma que não quer passar “como leniente”. “O DNA do PSB é de esquerda, não tem como mudar. Mas a gente pode encontrar o equilíbrio”, diz Jonas Donizette, prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional de Prefeitos.

No aniversário de 70 anos do PSB na quinta (10), Siqueira pregou “coerência”, chamou a reforma da Previdência de “insanidade” e disse que “não se pode discordar do ideário de um partido em que se entra”. Apesar de a cúpula da legenda estar presente, líderes da Câmara e Senado faltaram ao encontro.

Direção
Sem Campos, o comando pessebista passou a ser disputado, de um lado, pelo grupo ligado ao ex-governador, que inclui Siqueira e o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e de outro, pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França.

O paulista, favorável à incorporação de quadros não necessariamente identificados com as bandeiras tradicionais do PSB, ganha força com a perspectiva de assumir o governo de São Paulo após eventual renúncia de Geraldo Alckmin para a eleição de 2018.

França reconhece que a ausência de Campos “é uma avalanche” e defende a aliança com Alckmin em eventual candidatura à presidência, após anos de apoio ao PT. Correligionários da Bahia, Paraíba e Amapá não pensam assim. Esses diretórios devem se aliar à chapa petista.

No RS, Beto Albuquerque, vice de Marina Silva em 2014, quer se lançar a presidente. “É importante que o PSB expresse seu pensamento.”

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