'O Reino Gelado: Fogo e Gelo': animação russa não sai do morno | Diário Regional

‘O Reino Gelado: Fogo e Gelo’: animação russa não sai do morno

11/08/2017 6:28
Print Friendly

Foto: DivulgaçãoA franquia russa “O Reino Gelado” chega ao seu terceiro longa-metragem após um caminho de altos e baixos. Baseada no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, a primeira animação do estúdio Wizart sobre a temida Rainha da Neve estreou quase um ano antes do estrondoso sucesso “Frozen” (2014), da Disney, também inspirado na obra de Andersen.

Com um enredo cuidadosamente costurado, personagens carismáticos e um aspecto visual digno de elogios, “O Reino Gelado” (2013) foi bem recebido pelo público e pela crítica. Mas a continuação da história, lançada em 2014, não manteve o fôlego. Pelo contrário. Basicamente se afogou ao jogar o protagonismo da trama nas costas do troll Orm e forçar a barra no quesito “lição de moral”. A lição, no fim das contas, serviu ao próprio estúdio, que não insistiu nos mesmos erros e -ao menos em parte- recuperou o fio da meada em “O Reino Gelado: Fogo e Gelo”.

De volta aos holofotes, Gerda e Kai ganham o status de lendas depois de terem derrotado a Rainha da Neve. Apesar da fama, eles enfrentam dificuldades financeiras e a ainda sonham em encontrar os pais. O período de vacas magras desencadeia uma série de conflitos entre os irmãos e introduz o mote da narrativa: a importância da família.

Contrariado com as decisões de Gerda, Kai decide trilhar seu próprio rumo. Já a menina se mete na maior enrascada ao cair na conversa do pirata revoltado Roni sobre uma tal pedra do desejo. A dupla adquire poderes mágicos (ela de gelo, ele de fogo) e acaba colocando o mundo sob uma grande ameaça. Obviamente, quando descobre que a irmã está encrencada, Kai dá meia-volta para tentar salvá-la.

Embora com problemas de desenvolvimento, um tanto inocente e superficial, o roteiro prende a atenção especialmente das crianças pequenas. A narrativa segue o ritmo de uma fábula e equilibra momentos de aventura e emoção. As porções de humor ficam a cargo de Orm, bem melhor no papel de coadjuvante. Em termos técnicos, o filme sobe um degrau. Os contrastes entre o gelo e o fogo rendem imagens de encher os olhos e levantam a produção.

Há de se admitir que os pontos positivos colocam o novo longa muito à frente do dispensável “Reino Gelado 2”. Entretanto, ainda não são suficientes para transformá-lo num programa imperdível. Nem o fogo nem o gelo conseguem fazer essa animação sair do morno. (Marina Galeano)

Palavras-chave:


Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: