Transexualidade deve ser acompanhada por endocrinologistas | Diário Regional

Transexualidade deve ser acompanhada por endocrinologistas

10/08/2017 6:08
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A novela ‘Força do Querer’, da TV Globo, retrata o conflito de uma moça que não se identifica com o próprio corpo, o que levanta a temática da transexualidade. Médicos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP) fazem o alerta para esses indivíduos: qualquer tratamento hormonal deve ser realizado e acompanhado por um endocrinologista. Essa é a especialidade médica responsável por fazer a hormonização em pacientes transexuais.

“É importante que esse procedimento seja feito de modo supervisionado, pois quando  a pessoa transexual utiliza por conta própria hormônios comprados em farmácia, por exemplo, ela coloca a saúde em risco. A hormonização tem que seguir um tratamento específico e individualizado”, explica a Dra. Antonela Catania, endocrinologista da SBEM-SP.

O indivíduo transexual, ou com incongruência de gênero, é aquele cuja identidade ou a expressão do gênero não se alinha com o sexo biológico assinalado ao nascimento. A mulher transexual (ou seja, indivíduo biologicamente masculino, mas que se expressa no sexo feminino) faz a terapia hormonal com estradiol – principal hormônio produzido pelo ovário da mulher e responsável pelo desenvolvimento de diversas características femininas – e com medicamentos específicos que bloqueiam a produção da testosterona endógena masculina.

Para os homens transexuais (indivíduo biologicamente feminino, mas que se expressa no sexo masculino), o tratamento deve ser feito com aplicação da testosterona, que pode ser injetável ou tópica (gel). “A frequência dessas administrações medicamentosas deve ser monitorada, e cada paciente tem uma resposta específica. Importante lembrar que esse processo transexualizador deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, que além do encrinologista deve contar com psicólogos e psiquiatras”, explica a médica. No caso de quem busca a cirurgia de redesignação sexual, a presença de um urologista, um ginecologista e de um cirurgião plástico também é fundamental.

 

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