Indústria fecha 2.150 vagas no ABC no 1º semestre, mas cortes desaceleram | Diário Regional

Indústria fecha 2.150 vagas no ABC no 1º semestre, mas cortes desaceleram

15/07/2017 6:54
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Em um novo sinal de desaceleração das demis­sões, o parque industrial do ABC fechou 350 postos de trabalho em junho e, com isso, encerrou o primeiro semestre com 2.150 vagas extintas, segundo pesquisa mensal divulgada on­tem (14) pela Federação e pe­lo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Apesar de ser negativo, o saldo entre contratações e demissões do primeiro semestre é o melhor para o período desde os 310 empregos criados entre janeiro e junho de 2013. Na sequên­cia, o setor fechou 10.450 vagas na primeira metade de 2014, 12.820 na de 2015 e 9.240 na do ano passado.

Os dados reforçam a percepção de que, se ainda está longe de iniciar trajetória de recuperação, o parque fabril da região está ao menos mais próximo de estancar a sangria de postos de trabalho que começou em julho de 2013. Nos 48 meses que se passaram desde então, as indústrias abriram mais vagas do que fecharam em apenas três – o último, em janeiro.

Dos 22 setores monitorados pelas entidades na re­gião, em dez houve fechamento de vagas no primeiro semestre. O resultado negativo foi puxado, principalmente, por quedas no nível de ocupação em petróleo (-4,74%), químicos (-2,18%), farmacêuti­cos (-5,44%), máquinas e equipamentos (-1,01%) e veículos e autopeças (-3,63%).

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Este último dado, aliás, sugere que, apesar do “respiro” dado pelo aumento das exportações de veículos, o setor automotivo ainda tem mão de obra excedente – a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (An­favea) estima em 50% a ociosidade atual nas montadoras.

Ainda segundo a pesquisa, o parque fabril do Estado fechou 9,5 mil vagas em junho, mas o saldo no semes­tre é positivo em 10 mil pos­tos criados, também o me­lhor resultado desde 2013.

Para as entidades, a indústria paulista vive “fase de transição”. “Esperamos a retomada mais pronunciada do emprego industrial no segundo semestre. A regulamentação da terceirização, o teto dos gastos públicos, a nova legislação da exploração do petróleo e, agora, a aprovação da reforma trabalhista formam um conjunto de medidas que deve reativar a economia do país e dar mais ânimo para as contratações”, avaliam.

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